O pouso de uma aeronave militar dos Estados Unidos em território brasileiro ocorreu com anuência das autoridades do Brasil, conforme declaração oficial da Embaixada dos EUA. De acordo com as informações, o avião transportava diplomatas norte-americanos para prestar apoio logístico à missão diplomática instalada no país.
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O Boeing 757-200, de matrícula 00-9001, partiu de Wrightstown, Nova Jersey, na segunda-feira 18. O avião realizou escalas em Tampa, na Flórida, e San Juan, em Porto Rico, antes de pousar nos aeroportos de Porto Alegre e Guarulhos (SP) na noite de terça-feira 19.
Declaração oficial e reações no Congresso sobre o avião “secreto”
O episódio gerou questionamentos por parte dos deputados federais Talíria Petrone (Psol-RJ) e Túlio Gadêlha (Rede-PE). Eles solicitaram informações sobre o objetivo da missão, dados dos passageiros e detalhes sobre vistos concedidos para entrada no Brasil.
Os parlamentares encaminharam requerimento aos ministérios da Defesa, Portos e Aeroportos e de Relações Exteriores, de acordo com o jornal O Globo. Os políticos pediram esclarecimentos sobre o número de ocupantes, se houve notificação prévia e a natureza da missão, considerada oficial e sigilosa.
Detalhes sobre a aeronave e a missão
O Boeing 757 C-32B, conhecido como “Gatekeeper”, frequentemente serve para transportar militares de elite e agentes de inteligência. O avião não possui identificação externa.
O modelo já participou de operações em crises internacionais. Entre elas estão a explosão no Porto de Beirute, em 2020, e eventos de grande repercussão, como edições de Olimpíadas.
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