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Política

Autoridade Nacional de Proteção de Dados acusa entidade de fraude e estelionato no escândalo do INSS

Instituto Sigilo, que processou órgãos federais por vazamento de dados, é de fachada, segundo a ANPD e o Ministério Público

Idosos aguardam na fila da Previdência Social, administrada pelo INSS, em Curitiba
Idosos aguardam na fila da Previdência Social, administrada pelo INSS, em Curitiba | Foto: Divulgação/Agência Senado

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) acusou o Instituto Sigilo de “estelionato” e “fraude”. A entidade havia processado órgãos federais por supostos vazamentos de dados, em casos como a fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

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No último dia 21, a Justiça Federal acatou os argumentos da ANPD, que é vinculada ao Ministério da Justiça, e arquivou a ação movida pelo instituto contra a própria autarquia, o INSS e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). A apuração é do jornal O Estado de S. Paulo.

O Instituto Sigilo apresenta-se como uma associação sem fins lucrativos voltada à proteção de dados de consumidores. A página inicial do site da empresa exibe em seu site QR codes para doações via Pix de até R$ 50.

Instituto é de fachada e quer lucrar com fraude no INSS, diz ANPD

Em maio, a entidade alegou à Justiça que o suposto vazamento de dados atribuído ao governo federal estaria relacionado à fraude de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões do INSS. A Polícia Federal deflagrou em abril a operação para investigar o escândalo.

A ANPD rebateu com a afirmação de que o instituto é fictício, não possui associados e não tem legitimidade para representar consumidores, o que seria atribuição do Ministério Público. Segundo a autarquia, a real intenção do grupo é gerar lucros indevidos a um grupo restrito de advogados.

“A verdadeira motivação para o ajuizamento de demandas tais como a presente é subverter o sistema da ação civil pública visando à obtenção de lucro financeiro escuso por pequeno grupo de advogados, os quais se autoproclamam dirigentes de associação inexistente”, escreveu a ANPD.

Em outro trecho do processo, a ANPD descreve a suposta fraude do instituto: o cidadão preenche um formulário com dados pessoais para verificar se foi vítima de vazamento, o que automaticamente o torna um “associado” da entidade. Trata-se de um “mecanismo de engano e fraude”, segundo a autarquia.

Em fevereiro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios realizou uma operação contra o Instituto Sigilo. Os procuradores também apontaram que a entidade é de fachada e engana consumidores com promessas de ganhos financeiros impossíveis.

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