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Política

As contradições de Cid na acareação no STF

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro afirma ter recebido dinheiro de Braga Netto, mas não soube dizer onde e quando

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid | Foto: | Foto: Reuters/Diego Herculano

Nas pouco mais de duas horas de acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, se contradisse em relação à reunião de 12 de novembro de 2022 na casa do general Braga Netto, além da suposta entrega de dinheiro por parte do militar — que foi ministro da Defesa e da Casa Civil. 

Segundo Cid, o recolhimento do dinheiro foi consequência de negociações iniciadas em reunião na casa de Braga Netto. O encontro, segundo ele, reuniu militares descontentes com o resultado das eleições e teria servido para discutir medidas contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. 

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+ No STF, Cid diz ter estimado valor supostamente recebido por Braga Netto pelo peso da sacola

Cid afirma ter deixado o local antes do fim da conversa, alegando que precisava preparar uma outra reunião no Palácio da Alvorada. O general Braga Netto negou a versão do ex-ajudante de ordens durante a acareação desta terça-feira, 24.

Leia abaixo os principais pontos de contradição de Cid

  • Local da entrega do dinheiro: Mauro Cid apresentou três versões diferentes: garagem privativa, sala da ajudância de ordens e estacionamento ao lado da piscina.
  • Entrega do dinheiro: Disse que a sacola estava lacrada, mas também alegou ter “estimado” o valor pelo peso da sacola.
  • Data: Cid não sabe precisar a data da conversa com Braga Netto sobre o pedido de dinheiro, mas afirmou que teria recebido a quantia uma ou duas semanas depois da conversa com o tesoureiro do PL. O ex-ajudante de ordens estimou que o recebimento tenha ocorrido em 9 de dezembro de 2022.
  • Provas sobre o dinheiro: Não há nenhuma prova material da entrega. Cid admitiu não ter testemunhas e não se lembrar exatamente do local nem do horário.
  • Mudança de versão: Inicialmente, Cid não mencionou o repasse de dinheiro à Polícia Federal no ano passado. Questionado, disse que estava “em choque” por conta da prisão de colegas militares, razão pela qual omitiu o fato.

Defesa de Braga Netto 

A defesa do general classificou Cid como um “mentiroso contumaz”. O advogado José Luis de Oliveira Lima reiterou que o colaborador mudou versões diversas vezes, não apresentou nenhuma prova, e que sua credibilidade está seriamente comprometida. 

+ Advogado de Braga Netto aciona OAB depois de acareação no STF

“Ele mente o tempo inteiro”, advogado José Luis. “É assustador o quanto ele mente. Primeiro era um lugar, depois dois, agora são três possíveis locais para a entrega de dinheiro.”

Segundo o advogado, é preocupante que a palavra de alguém com esse histórico de contradições seja usada como base para medidas judiciais duras, como possíveis condenações ou cassações: “É um escândalo”. “Ele mentiu perante o Supremo Tribunal Federal mais uma vez”, declarou.

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3 comentários
  1. Aeduardo
    Aeduardo

    Este ‘Coroné’ merece indulto e até promoção por sua atuação como militar do Exército de Caxias!
    É um gênio o rapaz por seu comportamento. Desta forma com a proximidade do atual governo com o Irã e o aiatolá Kamenei, merece ser “emprestado” aquela teocracia para aprendizado profissional de como fazer realmente a guerra! Colocá-lo na Guarda Revolucionária como ajudante de ordens nas frentes terroristas de ataque, seria excelente a ele como uma forma do rapaz alcançar o estrelato militar!
    Alguém poderia dar a ideia como prêmio ao Xandão por sua belíssima atuação! Vamos lá: Solta o garoto para o Oriente Médio, ministro!

  2. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Esse é o tipo de homem do nosso contingente de defesa da pátria. Lastimável.

  3. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    O circo foi armado. Há mil palhaços condenados, outros serào condensdos. E a plateia ri e se diverte com a infelicidade de muitos. Aplaude os leões que estão massacrando grande parte da população que paga suas rações.

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