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Política

AGU pede à Justiça arquivamento de ação contra viagens internacionais de Janja

Órgão defende legalidade do uso de recursos públicos para agendas da primeira-dama e acusa autores da ação de “ativismo judicial”

Viagem da primeira-dama Janja a Paris, capital da França
Viagem da primeira-dama Janja a Paris, capital da França | Foto: Reprodução/ Instagram

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, nesta sexta-feira, 27, o arquivamento de uma ação popular que tenta impedir o uso de dinheiro público e aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) nas viagens internacionais da primeira-dama Janja. A ação tramita na Justiça Federal de Brasília.

A ação é do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) e do advogado Jeffrey Chiquini. Segundo a AGU, os autores tentam provocar o “ativismo judicial” e violar o princípio da separação entre os Poderes.

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Kilter e Chiquini, no entanto, afirmam que os gastos públicos com as viagens de Janja ferem os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência. Eles alegam que a primeira-dama “não tem vínculo com o serviço público”.

AGU diz que não há ilegalidade nas viagens de Janja

Viagens da primeira-dama a países como Japão, Vietnã e Rússia, algumas realizadas antes da comitiva presidencial, geraram questionamentos da oposição. Na manifestação enviada à Justiça, a AGU sustenta que não há ilegalidade nos atos.

“A pretensão apresentada importa em ativismo judicial, haja vista que estaria o Poder Judiciário interferindo nas esferas do Poder Executivo e no próprio juízo de conveniência e oportunidade a ele conferido”, diz o parecer assinado pela advogada da União Camila Rocha Pachêco.

A AGU afirma ainda que a Justiça não pode avaliar o mérito dos atos administrativos nem determinar como devem ser executados, uma vez que cabe ao Executivo decidir sobre a conveniência e oportunidade das ações.

Leia também: “Governo Lula deve gastar quase R$ 10 milhões com agência de viagens”

O juiz federal Leonardo Tavares Saraiva, da 9ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), deu prazo de 20 dias para que Janja e a AGU prestem esclarecimentos.

Ele negou o pedido de liminar que buscava impedir o uso imediato de recursos públicos nas viagens da primeira-dama. Segundo o juiz, não há, por ora, provas de ilegalidade nos atos questionados.

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No mês passado, o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, declarou que a ação contra Janja tem como objetivo “causar constrangimento ao Estado brasileiro”.

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5 comentários
  1. Carlos Pommer
    Carlos Pommer

    Mesmo que fosse ilegaln, nada aconteceria.
    Janja, futura presidente do Brasil.

  2. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    “Constrangimento ao Estado Brasileiro”????? Desde quando ela representa o Estado Brasileiro?

  3. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Tirem a minha dúvida ” É janja da Silva Macrom ou janja Macrom da Silva?
    Tanto faz, o Luladrão é CORNO nas duas?

  4. Maria Bernadete Zanini Senff
    Maria Bernadete Zanini Senff

    AGU querendo esconder os gastos da janja é patético se não fosse trágico, não é a favor da transparência Bessias?

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