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Política

Advogado, sobre prisão de Filipe Martins: 'Abuso de autoridade e vingança'

A defesa apresentou registros da Microsoft que indicam ausência de acesso à rede social LinkedIn, como sustentado na ordem de prisão

A viagem que não ocorreu é o argumento usado por Alexandre de Moraes para manter Filipe Martins na prisão | Foto: Divulgação/Divulgação/Fundação Alexandre Gusmão
Na manhã de 2 de janeiro de 2026, a Polícia Federal (PF) prendeu Filipe em sua residência, em Ponta Grossa | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em publicação nas redes sociais, o advogado Jeffrey Chiquini reforçou as provas contra a alegação de que Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro, teria acessado a rede social LinkedIn. Chiquini classificou a ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “abuso de autoridade e vingança”.

Ao criticar a decisão de Moraes, o advogado destacou que as medidas cautelares incluíam a proibição de postagens em redes sociais, e não de acesso às plataformas. Além disso, afirmou que a sanção prevista para eventual descumprimento da cautelar seria multa, e não prisão.

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“Está provado que Filipe Martins foi preso injustamente”, afirmou Chiquini. “O nome disso é abuso de autoridade. É por isso que um juiz não pode ser parcial, só pode agir mediante provocação. O ministro Alexandre de Moraes não deu bola para nossa alegação e, de forma precipitada, por vingança, prendeu Filipe Martins.”

“O ministro sequer mandou oficiar o LinkedIn para averiguar a veracidade das informações”, completou.

“Filipe Martins deve ser colocado imediatamente em liberdade”, escreveu Chiquini em publicação no X. “Temos a prova de que não houve acesso ao LinkedIn.”

Moraes ignorou defesa de Filipe Martins

Em 27 de dezembro de 2025, Moraes determinou a prisão domiciliar de Filipe Martins, com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão também proibiu a publicação em redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros.

Em 29 de dezembro, o STF recebeu e anexou aos autos uma denúncia informando que Filipe teria utilizado a rede social LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas.

No mesmo dia, Moraes notificou a defesa e deu 24 horas para esclarecimentos. Os advogados afirmaram que Martins não tinha acesso a contas de redes sociais e negaram qualquer uso das plataformas depois da imposição das medidas cautelares.

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Mesmo assim, o ministro do STF afirmou que houve desrespeito às regras impostas e ao ordenamento jurídico. Na manhã de 2 de janeiro de 2026, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-assessor de Bolsonaro em sua residência, em Ponta Grossa (PR).

A defesa reiterou que Martins não utilizou o LinkedIn nem qualquer outra rede social, sustentando que a conta atribuída a ele permanece inativa desde abril de 2023.

Registros da Microsoft comprovam que não houve acesso

A defesa apresentou registros da Microsoft que indicam ausência de acesso à rede social depois da cautelar.

Indagados por Moraes, os advogados afirmaram que passaram a administrar as contas de Martins desde sua prisão, em fevereiro de 2024. Eles explicaram que um advogado contratado nos Estados Unidos acessou a plataforma naquele período.

Leia também: “O homem que não se dobrou ao sistema”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 301 da Revista Oeste

Os advogados afirmaram que usaram as contas apenas para levantamento de informações jurídicas, sem postagens, e limitaram o acesso à análise de dados antigos.

Moraes rejeitou a justificativa. O ministro do STF destacou que a proibição alcança o uso direto ou indireto das plataformas e manteve a prisão preventiva.

1 comentário
  1. Mônica Guimarães Schinemann
    Mônica Guimarães Schinemann

    Dr. Chiquini, lhe aguardamos no Senado, sob as bençãos de Deus.

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