A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, nesta terça-feira, 24, um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja considerada propaganda eleitoral antecipada apenas declarações que representem pedido explícito de voto. As informações são do jornal Gazeta do Povo.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi proposta pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. O ministro André Mendonça atua como relator do caso.
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O advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, contestou a argumentação da federação. O pedido solicita que o Supremo declare inconstitucional uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata do uso de “termos e expressões que transmitam o mesmo conteúdo”.

Segundo a Gazete do Povo, a AGU argumenta que “a identificação do pedido explícito de voto deve exigir manifestação direta, inequívoca e semanticamente equivalente a uma solicitação de sufrágio, vedando-se a sua caracterização com base em construções interpretativas amplas, genéricas ou dissociadas do conteúdo comunicativo efetivamente veiculado”.
O órgão sustenta que o STF deve declarar inconstitucional a norma que proíbe o uso de termos equivalentes a um pedido de voto. Segundo a AGU, a vedação deve se restringir a manifestações diretas, e não a interpretações amplas.
As campanhas eleitorais de 2026 devem começar em 16 de agosto. Ainda assim, a legislação eleitoral não considera campanha antecipada a participação de candidatos em eventos voltados à discussão de propostas e políticas públicas vigentes.
Situação atual da AGU
O pedido da AGU ao STF ocorre em meio à indefinição que envolve os dois órgãos. O atual chefe da AGU, Jorge Messias, foi a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo. A indicação de Messias, no entanto, ainda espera análise pelo Senado.
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