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Política

Advocacia-Geral da União aciona STF, sobre propaganda eleitoral antecipada

Apenas declarações que representem pedido explícito de voto devem ser alvo de punição, segundo o órgão

Abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, contesta a argumentação da federação | Foto: Daniel Estevão/ AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, nesta terça-feira, 24, um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja considerada propaganda eleitoral antecipada apenas declarações que representem pedido explícito de voto. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi proposta pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. O ministro André Mendonça atua como relator do caso.

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O advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, contestou a argumentação da federação. O pedido solicita que o Supremo declare inconstitucional uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata do uso de “termos e expressões que transmitam o mesmo conteúdo”.

O ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito sobre fraudes no INSS | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro do STF, André Mendonça, foi o relator da proposta pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Segundo a Gazete do Povo, a AGU argumenta que “a identificação do pedido explícito de voto deve exigir manifestação direta, inequívoca e semanticamente equivalente a uma solicitação de sufrágio, vedando-se a sua caracterização com base em construções interpretativas amplas, genéricas ou dissociadas do conteúdo comunicativo efetivamente veiculado”.

O órgão sustenta que o STF deve declarar inconstitucional a norma que proíbe o uso de termos equivalentes a um pedido de voto. Segundo a AGU, a vedação deve se restringir a manifestações diretas, e não a interpretações amplas.

As campanhas eleitorais de 2026 devem começar em 16 de agosto. Ainda assim, a legislação eleitoral não considera campanha antecipada a participação de candidatos em eventos voltados à discussão de propostas e políticas públicas vigentes.

Situação atual da AGU

O pedido da AGU ao STF ocorre em meio à indefinição que envolve os dois órgãos. O atual chefe da AGU, Jorge Messias, foi a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo. A indicação de Messias, no entanto, ainda espera análise pelo Senado. 

Leia mais: “Messias tem apenas 25 votos no Senado para o STF

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