As universidades brasileiras — tão caras ao bolso do contribuinte quanto baratas ao espírito — seguem firmes em seu trajeto rumo ao abismo: tornarem-se depósitos de tralha ideológica, preservada por covardes intelectuais com PhD. O episódio recente na USP, o adiamento da palestra do cientista político André Lajst por “risco de agressão”, não é um caso isolado. É resultado de décadas daquilo que, nos anos 1960, Nelson Rodrigues já diagnosticara com precisão: a rendição covarde dos adultos diante da tirania juvenil.
O mecanismo é sempre o mesmo. Quando a patuleia militante resolve uivar, os gestores acadêmicos se apressam em recolher os móveis, fechar as janelas e apagar as luzes. São como pais apavorados que obedecem ao fedelho histérico para evitar escândalo. Jamais se pergunta por que a administração continua curvada diante desse pessoal, como se prostrada diante de uma autoridade moral transcendente. E não se pergunta porque a resposta é simples e vergonhosa: reitores, diretores e professores perderam toda autoridade intelectual e institucional. E, quando isso acontece, resta-lhes apenas a submissão aos que gritam mais alto.
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Foi essa submissão que permitiu o avanço alarmante do antissemitismo dentro dos campi universitários contemporâneos. A turba autoproclamada “antifascista”, que se sente no direito de impedir com ameaças a presença de um palestrante judeu é a reedição universitária do que o mundo testemunhou na Alemanha em 1938. A Kristallnacht começou assim: agitadores encorajados pelo partido, fingindo representar o povo enquanto quebravam o que não lhes pertencia. Aqui, a lógica é idêntica: militantes que se proclamam guardiões da humanidade (contra o “genocídio palestino”) atuam com o beneplácito tácito das autoridades, confiantes de que sua violência — simbólica ou literal — será tratada como “resistência”.
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Foi isso o que eu já denunciara em coluna de maio de 2024: o antissemitismo universitário não é um acidente, mas uma consequência de uma cultura intelectual corrompida. Décadas de doutrinação marxista transformaram o judeu em inimigo estrutural — ora avatar do capitalismo, ora espectro do imperialismo. O resultado, previsível, é este: a universidade convertida em gueto ideológico onde o judeu volta a ser persona non grata.
Os gestores acadêmicos, adultos vencidos de antemão pela turba por eles bajulada, não percebem que, ao ceder, legitimam o agressor. E quando a covardia vira regra, a violência antissemita institucionaliza-se. Se a Kristallnacht foi a noite em que as vitrines estilhaçaram, a USP agora vive o dia em que a própria ideia de universidade se esfarela.
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O Brasil dos da Silva estão promovendo o maior desmonte da intelectualidade, economia, direitos fundamentais , justiça, saúde, segurança e de infraestrutura. Mas isto tem nome , grito ideológico e se repete de tempos em tempos.So que ,agora, a multidão de asnos é mais potente, não tem limites: educação Freire com materialismo operante de Skinner.