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No Ponto

Ala do STF articula-se por eleições diretas no RJ; medida dificulta posse de deputado do PL

Objetivo do partido é chegar à disputa eleitoral com a máquina na mão

Abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) articula-se, nos bastidores, por eleições diretas para o governo do Rio de Janeiro, diante do cenário de vacância dos cargos de governador e vice, disseram a Oeste ministros do STF em caráter reservado.

Na prática, a medida evitaria que o comando do Executivo voltasse à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

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Há poucos dias, a Alerj elegeu Douglas Ruas (PL) para comandá-la, portanto, apto a ocupar o cargo de governador em exercício, em virtude de Rodrigo Bacellar (União Brasil) estar preso.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no entanto, anulou a sessão, o que suspendeu temporariamente seus efeitos na linha sucessória.

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Por isso, o poder do Rio de Janeiro segue com o presidente do TJRJ, Ricardo Couto, até a definição jurídica sobre o modelo de sucessão. Couto mantém interlocução com juízes do STF, entre eles Gilmar Mendes, com quem tem conversado recentemente. Hoje, Couto vai se reunir com o presidente do STF, Edson Fachin, para tratar do formato da eleição.

Conforme um parlamentar da Alerj, um dos objetivos do PL era justamente emplacar Ruas no Palácio Guanabara para chegar à disputa eleitoral com a máquina nas mãos, sobretudo pelo candidato da oposição, Eduardo Paes (PSD), estar bem nas pesquisas.

Julgamento no STF sobre a eleição no Rio de Janeiro

governador interino do rio de janeiro
Couto de Castro também é presidente do TJRJ | Foto: Brunno Dantas/TJRJ

O STF fixou 8 de abril como a data para julgar as ações que discutem o modelo da eleição para o mandato tampão. Dessa forma, os ministros definirão se será uma eleição indireta, quando a escolha é feita pela Alerj, ou direta, pelo voto popular.

Caso o STF decida que deve haver uma eleição direta, os eleitores teriam de ir às urnas duas vezes neste ano: uma para escolher o governador para o mandato tampão, outra para as eleições gerais de 2026, como o restante do país.

Na sexta-feira 27, Cristiano Zanin suspendeu eleições indiretas para o mandato tampão até que o plenário analise a questão.

Leia também: “A insolência do chefe da turma”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 315 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Mariza
    Mariza

    Surpresa alguma, infelizmente. Todos sabem disso. Triste situação brasileira, sem democracia .

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