Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) articula-se, nos bastidores, por eleições diretas para o governo do Rio de Janeiro, diante do cenário de vacância dos cargos de governador e vice, disseram a Oeste ministros do STF em caráter reservado.
Na prática, a medida evitaria que o comando do Executivo voltasse à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).
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Por isso, o poder do Rio de Janeiro segue com o presidente do TJRJ, Ricardo Couto, até a definição jurídica sobre o modelo de sucessão. Couto mantém interlocução com juízes do STF, entre eles Gilmar Mendes, com quem tem conversado recentemente. Hoje, Couto vai se reunir com o presidente do STF, Edson Fachin, para tratar do formato da eleição.
Conforme um parlamentar da Alerj, um dos objetivos do PL era justamente emplacar Ruas no Palácio Guanabara para chegar à disputa eleitoral com a máquina nas mãos, sobretudo pelo candidato da oposição, Eduardo Paes (PSD), estar bem nas pesquisas.
Julgamento no STF sobre a eleição no Rio de Janeiro

O STF fixou 8 de abril como a data para julgar as ações que discutem o modelo da eleição para o mandato tampão. Dessa forma, os ministros definirão se será uma eleição indireta, quando a escolha é feita pela Alerj, ou direta, pelo voto popular.
Caso o STF decida que deve haver uma eleição direta, os eleitores teriam de ir às urnas duas vezes neste ano: uma para escolher o governador para o mandato tampão, outra para as eleições gerais de 2026, como o restante do país.
Na sexta-feira 27, Cristiano Zanin suspendeu eleições indiretas para o mandato tampão até que o plenário analise a questão.
Leia também: “A insolência do chefe da turma”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 315 da Revista Oeste
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Surpresa alguma, infelizmente. Todos sabem disso. Triste situação brasileira, sem democracia .