A Gol encerrou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo de R$ 1,4 bilhão. O resultado foi divulgado pela companhia na madrugada desta terça-feira, 31, e representa uma redução de 73% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Mesmo no vermelho, a empresa apresentou melhora em indicadores operacionais. O Ebitda ficou em R$ 1,64 bilhão, ante resultado negativo de R$ 443 milhões um ano antes. A receita líquida subiu 10,5% entre outubro e dezembro, para R$ 6,1 bilhões.
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Segundo a Gol, o desempenho foi puxado pela alta de 12% no transporte de passageiros. Em sentido oposto, a companhia registrou queda de 4,5% na receita líquida total por assento oferecido por quilômetro e recuo de 4,2% na receita unitária de passageiros.
Detalhes dos custos da Gol

Os custos totais cresceram 13,1% no trimestre, na comparação anual. A empresa atribuiu a pressão principalmente ao aumento de depreciações, manutenção, devolução de aeronaves e despesas ligadas ao programa de recuperação de frota.
A Gol também informou que o avanço dos gastos reflete a expansão operacional. Em dezembro de 2025, a companhia tinha liquidez de R$ 5,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões em caixa e R$ 2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.
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A empresa concluiu sua recuperação judicial nos Estados Unidos em junho do ano passado. Na semana passada, deixou a B3 depois da incorporação da Gol Linhas Aéreas Inteligentes pela Gol Linhas Aéreas S.A., em movimento para cortar custos, simplificar a estrutura e consolidar a reestruturação do grupo.
Na prática, a operação tirou a Gol do mercado acionário brasileiro. A companhia agora é uma empresa privada, sob controle do Grupo Abra.






































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