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No Ponto

Motta mantém PEC da Escala 6x1, mesmo com novo projeto enviado pelo Planalto

Presidente da Câmara disse ter anunciado a Lula a decisão, durante almoço: ‘Tenho o direito de decidir a tramitação das matérias legislativas’

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que irá manter o calendário de votação da PEC da Escala 6x1 em plenário, que deve ocorrer entre maio e junho | Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu manter a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6×1, mesmo depois de o governo federal enviar ao Congresso um novo projeto de lei sobre o tema.

+ CCJ da Câmara vai votar PEC da Escala 6×1 depois do feriado

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A decisão foi comunicada diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um almoço. Segundo Motta, a Câmara já havia definido o caminho da proposta e não haverá mudança de rota.

“O presidente da República almoçou comigo e informou da sua decisão de enviar o projeto de lei”, disse. “Eu informei que na Câmara nós já havíamos traçado a tramitação para que a matéria seja apreciada através de propósito de emenda à Constituição e eu estou dando seguimento ao cronograma já pré-estabelecido.”

Luiz Inácio Lula da Silva tem desaprovação de 56% entre eleitores de SP, segundo pesquisa Atlas - 31/03/2026 | Foto: Fábio Rodrigues Pozzobom/Agência Brasil
Lula queria adiantar a tramitação do fim da escala no Congresso | Foto: Fábio Rodrigues Pozzobom/Agência Brasil

O governo apresentou o projeto de lei como parte de uma estratégia para acelerar o debate sobre a jornada de trabalho, em meio ao calendário eleitoral. Motta reforçou que a definição do rito legislativo é prerrogativa da Casa. 

“Da mesma forma que é um direito do presidente mandar o projeto de lei com urgência, é um direito do presidente da Câmara decidir a tramitação das matérias legislativas aqui na Casa”, declarou. “E nós seguiremos com o cronograma de PEC.”

Relação com o governo

Apesar da divergência sobre o formato da proposta, Motta buscou afastar qualquer sinal de crise com o Palácio do Planalto: “Isso não afeta a nossa relação com o governo”.

“Nossa relação com o governo de estar a mais institucional e correta possível, como tem que ser, cada um tendo a sua independência, mantendo a harmonia e decidindo dentro daquilo que é a responsabilidade de quem tem a condição de presidir o país, que é o Presidente da República, e quem tem a condição de presidir a Câmara dos Deputados, que é a função que eu exerço com muita honra sob a confiança dos meus pais.”

Debate da PEC do Fim da Escala 6×1

Na avaliação do presidente da Câmara, a tramitação por meio de proposta de emenda à Constituição permite um debate mais amplo e estruturado sobre o tema, com participação de diferentes setores da sociedade.

+ Parecer inicial da PEC da Escala 6×1 prevê 10 anos para transição de jornada

“Com a PEC nós temos um âmbito maior para a discussão, todos os atores envolvidos poderão ser ouvidos, para que a Câmara construa a proposta mais equilibrada possível”, afirmou.

Paulo Azi
O relator da PEC da Escala 6×1 na Câmara, deputado Paulo Azi (União-BA) | Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Segundo Motta, a intenção é avançar na redução da jornada de trabalho, mas de forma gradual e planejada. O presidente destacou que a proposta deve considerar tanto os interesses dos trabalhadores quanto os impactos econômicos: “E eu penso que ouvir a todos é o que é mais prudente nesse momento”.

Próximos passos

A expectativa da Câmara é votar a admissibilidade da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira, 22, depois do feriado de Tiradentes. 

Motta explicou que, para manter o calendário na CCJ, a Casa terá sessões em plenário até esta sexta-feira, 17.

“Então, para contar o prazo de duas sessões de plenário, nós estamos fazendo sessão até a próxima sexta-feira, visando que a votação possa se dar na CCJ na próxima quarta, após o feriado”, explicou. 

Caso o texto avance, será criada uma comissão especial para discutir o mérito da proposta: “Nós ainda não decidimos quem será o relator da comissão especial (…) estamos aguardando a aprovação na CCJ”.

O presidente também sinalizou que o objetivo é manter o calendário de tramitação acelerado, com possibilidade de votação da matéria entre maio e junho.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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1 comentário
  1. David S
    David S

    O jumento junior, Motta, cumprindo à risca o seu papel, de menino de recado.
    O pobre miserável, tem o rabo preso até o pescoço juntamente com a família toda….

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