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No Ponto

Lula admite que não tem força no Congresso

Petista quase perdeu 14 ministérios

O chefe do Executivo disse que só pode contar com, no máximo, 136 votos na Casa | Foto: Foto: André Ribeiro/Futura Press/ Estadão Conteúdo

O presidente Lula admitiu, nesta sexta-feira, 2, que seu governo não tem força no Congresso. Seis meses depois da posse presidencial, o petista não conseguiu construir uma base sólida no Legislativo. O chefe do Executivo disse que só pode contar com, no máximo, 136 votos na Casa — para aprovar matérias simples, ele precisa de 257.

“A esquerda toda tem no máximo 136 votos, isso se ninguém faltar”, declarou o petista durante uma visita à Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo, São Paulo. “Para votar uma coisa simples, precisamos de 257 votos. E, para aprovar uma emenda constitucional, é maior ainda o número de deputados. É preciso que vocês saibam o esforço para governar. Na quinta-feira, a gente corria o risco de não ter aprovado o sistema de organização do governo. Aí, não precisa procurar amigos. Tem que conversar com quem não gosta da gente.”

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Ontem, o Senado aprovou, no prazo-limite, a medida provisória (MP) dos ministérios. A matéria criou 14 pastas para a gestão petista. Contudo, na Câmara, o governo enfrentou uma prova de fogo — adiou ao máximo possível a votação, pois não tinha os votos do centrão.

Além disso, o relatório da MP desagradou em muitos aspectos ao governo, pois, entre outras mudanças, tirou três braços do Ministério do Meio Ambiente e transferiu a demarcação das terras indígenas para a pasta da Justiça — do que ao Ministério dos Povos Indígenas.

Apesar de o governo despejar mais de R$ 1 bilhão em emendas na Casa, os deputados quase reprovaram a MP. Conforme noticiou Oeste, os líderes partidários estavam decididos a reprovar a matéria.

Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a tensão se deu em razão da dificuldade do governo em dialogar com o Congresso. Lira teceu duras críticas ao governo Lula e disse que a Casa não se esforçaria mais para ajudar. 

Antes de a votação começar, Lira disse que, caso a medida caducasse, a culpa seria do governo. Além disso, que a gestão petista tinha, naquele momento, apenas 130 votos favoráveis.

Coincidentemente, horas antes da votação, o Supremo Tribunal Federal pautou um julgamento contra Lira que pode torná-lo réu por corrupção passiva. Ao final do dia, a Câmara aprovou a MP por 337 votos. O deputado alagoano, contudo, disse que essa seria a última vez que a Casa ajudaria o governo.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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6 comentários
  1. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    E o Certo é não ter força porque se assim for vai destruir o país. Não só ele . Acho q o Congresso deve seguir o Eleitor e prestar os serviços republicanos que prometeram. Caso contrário o Brasil já Era. Oposicaontem que fazer oposição não se aliar por cargos públicos.

  2. Wagner M B Possani
    Wagner M B Possani

    Com o STF rapidinho terá maioria, todos de direita perderão os mandatos.

  3. Carlos Brito
    Carlos Brito

    QUEM VAI QUERER CONVERSAR COM ESSE DESGRAÇADO LADRÃO CACHACEIRO?????

  4. Cláudio Padilha dos Santos
    Cláudio Padilha dos Santos

    É uma questão de tempo.
    Se obter maioria enchendo os bolsos dos deputados, será cassando mandatos. Democraticamente, claro.

    1. Cláudio Padilha dos Santos
      Cláudio Padilha dos Santos

      Corrigindo…
      É uma questão de tempo.
      Se não obtiver maioria no Congresso enchendo os bolsos dos parlamentares, será cassando seus mandatos. Democraticamente, claro.

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