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No Ponto

Governo avalia que PEC do fim da escala 6x1 deve ser aprovada no Senado

Base petista discute ajustes no texto para garantir vitória na Casa Alta

Lula (PT), entre Hugo Motta (PP) e Davi Alcolumbre (União Brasil): negociações pela manutenção do poder | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Motta definiu com Lula os principais pontos da PEC | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Senadores da base governista avaliam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 tem chances concretas de aprovação no Senado Federal ainda neste ano.

Nos bastidores, parlamentares ouvidos por Oeste afirmam que o governo já trabalha com a perspectiva de avanço do texto na Casa Alta, especialmente em virtude da pressão popular sobre o tema e da proximidade das eleições de 2026.

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A articulação política da proposta no Senado ficou sob responsabilidade do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Segundo ele, proposta possui forte apoio popular, e eventuais tentativas de barrar ou retardar a votação deverão gerar desgaste político para parlamentares da oposição e até para o presidente do Senado.

Agora, o foco está na elaboração de uma estratégia para garantir protagonismo ao Senado durante a tramitação da proposta. Uma das possibilidades debatidas prevê que o Senado reduza o período de transição para a implantação da nova jornada de trabalho.

Saiba mais:

Embora líderes da base reconheçam que o Senado deverá analisar o texto aprovado pela Câmara — e não a PEC apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) —, parlamentares avaliam que a aprovação da proposta do petista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já serve como um sinal favorável ao avanço da pauta na Casa.

Parlamentares governistas afirmam ver pouca resistência à PEC no Senado. “Tem um ou dois senadores que vão ser contrários de forma mais efusiva”, disse um integrante da base. “Mas acho que, como há um sentimento popular, estamos em ano de eleição, e o presidente Lula está puxando o debate, não vejo tantas dificuldades.”

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou, durante coletiva nesta segunda-feira, 25, que o governo está “confiante” na tramitação da PEC também no Senado.

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o acordo com o governo em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 25 | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Lula e Motta articulam fim da escala 6×1

Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva os principais pontos da PEC. Ficou acordado que a transição para a jornada 5×2 começará ainda neste ano.

Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a proposta prevê a implantação da escala 5×2 em até 60 dias depois da promulgação da PEC, além de uma redução imediata de duas horas na jornada semanal.

Outras duas horas seriam reduzidas em até 12 meses, totalizando a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais em um prazo máximo de 14 meses, sem redução salarial.

A proposta estabelece que trabalhadores tenham uma folga preferencialmente aos domingos, enquanto empregadores e funcionários poderão negociar o segundo dia de descanso. A Câmara deve votar a PEC em plenário na próxima quinta-feira, 28.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

2 comentários
  1. Manuel Vasconcelos
    Manuel Vasconcelos

    Esse governo quer acabar com a viabilidade do Brasil . Para manter o povo na pobreza e ir destruindo tudo , de forma constante e lenta . teremos de ir para outro pais para ter alguma segurança .

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Só depende do valor do PIX, mas vamos tirar a maioria em Outubro.😜

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