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Arcabouço fiscal vai ser votado hoje, diz relator

Enviado ao Congresso em abril, a âncora fiscal é prioridade do governo Lula

arcabouço fiscal
Foto: Câmara dos Deputados | Foto: Foto: Câmara dos Deputados

O relator do arcabouço fiscal, deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), disse que a âncora fiscal deve ser levada a plenário na noite desta terça-feira, 23. A expectativa inicial era que a proposta seria votada apenas na quarta-feira 24. Enviado ao Congresso em abril, o arcabouço é prioridade do governo Lula.

Para ser aprovada, é necessário que, no mínimo, 257 deputados votem a favor da proposta. O governo petista espera o sinal verde ao projeto com maioria ampla. Em seguida, o texto deve ir ao Senado.

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“Vou reduzir o texto, levar a plenário, e vamos votar às 20 horas de hoje”, disse Cajado, após sair de uma reunião com os líderes partidários da Câmara. O arcabouço vai ser pautado depois da alteração do ponto que mais gerou tensão, principalmente entre os deputados do centrão.

Trata-se de um dispositivo inserido por Cajado que fixou uma alta real de 2,5% nas despesas em 2024. Esse é o limite máximo para o aumento de despesas acima da inflação previsto na âncora fiscal. Contudo, Cajado disse que vai alterar essa questão.

“Vamos fazer um novo texto”, explicou o relator. “Será um mix entre o texto original e uma possibilidade. O texto original previa um crescimento de 1,12%. Vamos pegar a diferença em cima do que tiver de crescimento e vamos colocar até 2,5%.”

O novo arcabouço prevê que as despesas subam o equivalente a 70% da alta real das receitas, respeitando o intervalo de 0,6% a 2,5% acima da inflação. No entanto, o relatório previa que, no próximo ano, a alta seria de 2,5%, independentemente da arrecadação.

Mas a previsão de especialistas em economia era que as despesas subiriam abaixo do teto, uma diferença que configura gastos extras para o governo. Cajado explicou que vai limitar esse gasto extra.

Havia ainda uma pressão de alguns parlamentares para excluir o Fundo de Financiamento de Educação Básica (Fundeb) do limite de gastos do arcabouço. Mas o Fundeb vai continuar no texto.

Na semana passada, depois de muitas negociações, os deputados aprovaram a urgência da nova âncora fiscal, com 367 votos.

Idealizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o chamado arcabouço fiscal foi proposto para substituir o teto de gastos — que foi implementado durante o governo de Michel Temer.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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