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No Ponto

Advogados de Martins voltam a contestar prisão e citam erro técnico em denúncia sobre LinkedIn

Ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais foi preso por causa de suposto descumprimento de medida cautelar fixada pelo STF

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Filipe Martins, então assessor especial da Presidência da República, durante palestra no Instituto Rio Branco - 9/5/2019 | Foto: Arthur Max/MRE

Nesta terça-feira, 3, a defesa de Filipe Martins voltou a contestar a prisão do ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais.

Os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer afirmaram, no recurso, que a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se baseia em um fato tecnicamente inexistente: um suposto acesso de Martins ao LinkedIn, apontado como descumprimento de medida cautelar que proíbe o uso de redes.

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Conforme Scheiffer e Chiquini, a acusação surgiu a partir de uma denúncia feita por alguém que não participa do processo, baseada em prints de tela. De acordo com os advogados, esse tipo de material é frágil, pode ser manipulado e não tem valor técnico sem perícia. Por isso, para contestar a acusação, a defesa enviou a Moraes um relatório da Microsoft, responsável pela plataforma.

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O documento aponta que não houve login nem autenticação na conta atribuída a Martins no período indicado como violação da cautelar. Sendo assim, Chiquini e Scheiffer solicitaram ao STF o reconhecimento do erro de fato e a revogação da prisão preventiva, que já dura um mês.

No ano passado, a 1ª Turma condenou Martins a pouco mais de 20 anos de prisão, em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.

Relatório sobre acesso de conta de Filipe Martins

filipe martins Jeffrey Chiquini
O ex-assessor do governo Bolsonaro Filipe Martins e seu advogado Jeffrey Chiquini, durante julgamento na 1ª Turma do STF – 9/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

De acordo com o relatório da Microsoft, o acesso mais recente ao LinkedIn ocorreu em setembro de 2024, antes da medida que restringiu o uso da internet. Para os advogados, isso torna impossível o descumprimento usado como fundamento para a prisão preventiva.

A defesa observou ainda que pediu, desde o início, a realização de perícia técnica nos supostos acessos, mas que o STF não analisou o pedido. Segundo Chiquini e Scheiffer, decidir uma questão de natureza técnica sem perícia compromete a fundamentação da decisão.

Leia também: “Acabou o recreio”, artigo publicado na Edição 307 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    perda de tempo, esses advogados não caíram na real, o ministro quer o Filipe preso e pronto, esses recursos acabam dando a impressão da justiça estar em pleno funcionamento para todos.

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