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Venezuelanos perderam o medo da ditadura, diz María Corina Machado

'Derrotamos o temor’, afirma a líder opositora do regime bolivariano, sob comando de Nicolás Maduro

María Corina ainda disse que Maduro, ao tomar o poder, decide ‘cruzar a linha vermelha’ que oficializa a violação das leis da Venezuela | Foto: Reprodução/Instagram
María Corina ainda disse que Maduro, ao tomar o poder, decide ‘cruzar a linha vermelha’ que oficializa a violação das leis da Venezuela | Foto: Reprodução/Instagram

María Corina Machado, líder opositora da ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela, surpreendeu o mundo na tarde desta quinta-feira, 9. Depois de ter passado cinco meses no anonimato, ela apareceu diante de uma multidão, em Chacao, distrito metropolitano de Caracas.

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Nesta sexta-feira, 10, a ex-deputada gravou um pronunciamento em que afirma estar surpreendida com a coragem do povo venezuelano diante das atrocidades cometidas pelo regime bolivariano. “Perdemos o medo da ditadura”, afirmou. “Ontem, foi ratificada a minha profunda confiança de que a liberdade está muito próxima.”

Um dia antes da posse de Maduro, venezuelanos se reuniram em mais de 180 manifestações em diferentes cidades do país. María Corina agradeceu às pessoas que protestaram, mesmo com o risco de serem presas. Trata-se, segundo a líder da oposição, “do movimento mais poderoso” que já se viu.

“Maduro cruzou a linha vermelha”, afirma María Corina

Ela ainda disse que Maduro, ao tomar o poder, decide “cruzar a linha vermelha” que oficializa a violação das leis da Venezuela. “Ele pisa em nossa Constituição, com o apoio de ditaduras como Cuba e Nicarágua”, afirmou.

Leia mais: “Comitiva do PT segue exemplo do MST e comparece à ‘posse’ de Maduro”

Sua aparição pública, no entanto, quase custou caro. Soldados do regime a perseguiram enquanto ela saia da manifestação em uma moto. De acordo com María Corina, outras motos, com policiais armados, a cercaram.

Líder da oposição na Venezuela, María Corina aparece em um protesto no país depois de meses escondida
Mesmo ameaçada de prisão, María Corina havia convocado uma manifestação em massa para esta quinta-feira, 9 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ela afirmou ter escutado vários disparos de armas de fogo no momento em que foi sequestrada. “Fui bruscamente arrancada da moto e me montaram em outra, no meio de dois homens”, relatou. María Corina ainda disse que, de repente, os soldados de Maduro a soltaram, sob a ordem de liberá-la. 

O condutor da moto que acompanhava María Corina levou um tiro na perna antes de ser preso. Além disso, durante as manifestações, o regime de Maduro prendeu mais de 20 pessoas. “Eles são nossos heróis”, disse María Corina, sobre os presos. “Vamos liberar a todos.”

Maduro jura lealdade ao legado de Hugo Chávez

Durante a posse, Maduro jurou lealdade ao legado de seu antecessor, o ditador Hugo Chávez. Ele também disse que “sempre cumpriu” a Constituição. Além disso, declarou que o novo mandato representa a “resistência de 500 anos contra todos os imperialismos”.

Mesmo sem apresentar atas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ligado à ditadura venezuelana, declarou Maduro vitorioso nas eleições de julho de 2024. No entanto, organizações internacionais, como o Centro Carter, confirmaram a fraude no pleito.

Leia também: “Ecos da miséria”, reportagem de Thiago Vieira, publicada na Edição 251 da Revista Oeste

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