Depois da operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, o regime venezuelano, agora sob o comando interino de Delcy Rodríguez, anunciou nesta semana as primeiras libertações de presos políticos desde a mudança de liderança.
Maduro e sua mulher permanecem em Nova York, onde enfrentam processos por narcotráfico e outras acusações.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
O chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, anunciou que o regime adotou a medida sem acordos prévios, com o objetivo de promover a convivência pacífica no país. Ele é irmão de Delcy.
Rodríguez agradeceu os esforços do ex-presidente do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governo do Catar. Destacou que eles atenderam rapidamente ao pedido de Delcy, embora a participação direta desses governos na decisão ainda esteja indefinida.
“É um gesto unilateral do governo bolivariano”, afirmou Jorge Rodríguez durante entrevista à imprensa em Caracas. “Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica”.
MAGNÍFICA NOTICIA.
— Cayetana Álvarez de Toledo (@cayetanaAT) January 8, 2026
Pero la Justicia NO admite discriminaciones.
Exigimos la liberación inmediata de TODOS los presos políticos. #LibertadParaTodos
——
Jorge Rodríguez anuncia la liberación de un «número importante» de presos venezolanos y extranjeros.pic.twitter.com/q0YuRZk2b5
A libertação de presos políticos é uma das exigências dos EUA
O anúncio ocorre depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhar um plano de três etapas para a Venezuela.
De acordo com Rubio, o primeiro passo é estabilizar o país e evitar o agravamento da crise. A segunda fase prevê a libertação de opositores, anistias e reconstrução da sociedade civil. A etapa final, segundo ele, será a transição política.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao jornal The New York Times que a presença norte-americana como tutora política na Venezuela deve continuar por “muito mais tempo”, sem previsão de encerramento.
Leia também: “O fantasma que ainda ronda o mundo”, artigo de Flavio Morgenstern publicado na Edição 303 da Revista Oeste
Entre os beneficiados pela medida de libertação de presos políticos, estão pelo menos quatro espanhóis: Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe, conforme fontes diplomáticas relataram ao jornal El País.
Ainda há pelo menos outros 15 detentos com dupla cidadania hispano-venezuelana, mas não se sabe quantos deles também foram soltos.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, avaliou que “as informações ao longo de todo o dia mostram que essas libertações estão ocorrendo, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, e que, com todas as cautelas, há cidadãos espanhóis entre os libertados”.
Números e contexto das prisões políticas
Segundo levantamento da organização não governamental Foro Penal, a Venezuela conta atualmente com cerca de 800 presos políticos, sendo quase 200 militares. Em 2024, a ONG registrou o maior número de detidos por razões políticas em 25 anos desde a implantação do regime bolivariano no país, chegando a aproximadamente 1,8 mil pessoas.
Esse aumento ocorreu especialmente depois das eleições de 28 de julho, quando as autoridades eleitorais declararam Maduro vencedor. Apenas um mês depois, o número de presos políticos subiu para 2,4 mil, com 1.581 novas detenções. A oposição venezuelana, o governo dos EUA e organismos internacionais não reconheceram a vitória do ditador. De acordo com eles, o verdadeiro vencedor da disputa eleitoral de 2024 foi o ex-diplomata Edmundo González.
Se cumple un año desde la desaparición forzada de Rafael Tudares, mi yerno.
— Edmundo González (@EdmundoGU) January 7, 2026
Un año marcado por la ausencia de información, de garantías legales y de justicia.
Rafael, no ha tenido respeto a las garantías procesales, acceso a defensa privada, atención médica adecuada,… pic.twitter.com/Rh2EXNBiEh
Antes da eleição, havia 200 presos políticos, conforme dados da ONG. Desde então, mais de 2 mil pessoas foram liberadas, segundo registros oficiais.
Leia mais:
No Natal de 2024, o regime venezuelano libertou cerca de cem pessoas que foram detidas durante protestos contra a contestada reeleição de Maduro, segundo o Ministério do Serviço Penitenciário.
A pasta declarou que “o governo nacional da Venezuela e o sistema de Justiça decidiram avaliar caso a caso e conceder, de acordo com a lei, medidas cautelares, o que permitiu a libertação de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a Justiça”.
A pasta acrescentou que os libertados “estavam privados de liberdade por sua participação nos atos de violência e incitação ao ódio, posteriores à jornada eleitoral de 28 de julho de 2024”.
Ditadura venezuelana prende irmãos por comemorarem a prisão de Maduro
Justiça ordena remoção de vídeo em que Bilynskyj liga PT e Lula ao narcotráfico
Trump confirma conversa Petro em meio à tensão entre EUA e Colômbia
Essa presidente é um fantoche faz o que os americanos querem e pronto. Igual ao presidiário daqui que faz o o caraca psicopata quer
Vai obedecendo… Já viu o que aconteceu. 😆😆😆