Depois de semanas de tensão diplomática entre os países, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter conversado por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. O contato ocorreu em meio a acusações mútuas e agravamento do clima bilateral, especialmente depois da prisão do ditador da Venezuela Nicolás Maduro.
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Trump utilizou a Truth Social para relatar o teor da conversa. Na noite desta quarta-feira, 7, ele escreveu que “foi uma grande honra conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro”. “Ele telefonou para explicar a situação das drogas e outras divergências”, afirmou Trump.
Também nas redes sociais, via X, Petro comentou sobre a ligação com Trump. Segundo o colombiano, eles conversaram a respeito da discordância de ambos em relação ao relacionamento dos EUA com a América Latina.
Entre las cosas que hablamos, el presidente Trump y yo, fue el desencuentro que tuvimos en su visión de la relación de EEUU con América Latina.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) January 8, 2026
Dije en mi carta escrita a Trump en el inicio de su gobierno, y a Biden personalmente que se podía establecer un alianza américana, si… pic.twitter.com/z2FSfWafdl
“A exploração petrolífera da América Latina só levaria à destruição do direito internacional e, consequentemente, à barbárie e a uma Terceira Guerra Mundial”, escreveu Petro. “Minha proposta é baseada na paz, na vida e na democracia global.”
Expectativa de encontro entre Trump e Petro

O presidente norte-americano elogiou o tom da ligação e manifestou expectativa por um encontro presencial. Segundo Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está coordenando uma reunião entre os dois líderes e o chanceler da Colômbia, cuja realização deve ocorrer na Casa Branca, em Washington, D.C. embora ainda sem data definida.
Nos últimos meses, Trump tem acusado Petro de envolvimento com o tráfico de drogas. O norte-americano alega que o colombiano “está produzindo cocaína e depois enviando para os EUA”. Depois da prisão de Maduro, Trump alertou que Petro precisa “ficar esperto”, sugerindo a possibilidade de uma ação militar também contra ele.
Reação colombiana e sanções dos EUA
Gustavo Petro negou as acusações, reagiu convocando protestos nacionais e chegou a conclamar os colombianos a “tomarem o poder” caso o país seja alvo de ataque. O governo local enviou uma nota de protesto aos Estados Unidos em resposta às declarações.
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Em setembro do ano passado, o Departamento de Estado dos EUA revogou o passaporte de Petro. No mês seguinte, o Departamento do Tesouro norte-americano impôs sanções ao presidente colombiano, a sua mulher dele e ao filho, ampliando o desgaste entre os dois governos.






































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