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Trump, sobre a invasão do Capitólio: 'Agentes do FBI agiram como agitadores'

O presidente também criticou o ex-diretor da agência Christopher Wray, acusando-o de omitir informações sobre o envolvimento de agentes

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, D.C. - 25/8/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
Novos dados obtidos por uma fonte do Congresso dos Estados Unidos revelam que o FBI contou com 274 agentes à paisana em meio às multidões | Foto: Brian Snyder/Reuters

Acusações sobre a presença de agentes do FBI entre os manifestantes que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 voltaram a ganhar destaque no sábado 27, depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o presidente norte-americano, integrantes da agência teriam atuado como “agitadores” durante os protestos.

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Em mensagem publicada na Truth Social, Trump afirmou que “agentes do FBI estiveram no protesto de 6 de janeiro, provavelmente agindo como agitadores e insurrecionistas, mas certamente não como ‘funcionários responsáveis ​​pela aplicação da lei'”.

Trump também criticou o então diretor do FBI, Christopher Wray, acusando-o de omitir informações sobre o envolvimento de agentes federais nos acontecimentos.

O presidente acrescentou que “muitos norte-americanos patriotas” foram punidos “pelo seu amor pelo país”, em referência aos condenados pelos atos do dia 6 de janeiro de 2021.

Trump critica ex-diretores do FBI

No mesmo texto, Trump mencionou James Comey, ex-diretor do FBI, demitido por ele em 2017.

O presidente tem mantido críticas recorrentes à condução de Comey na investigação sobre supostos contatos entre a campanha republicana e agentes russos em 2016.

“São dois casos consecutivos: Comey e Wray, que foram pegos mentindo, colocando nosso país em risco”, escreveu Trump. “Nunca podemos permitir que isso aconteça novamente nos Estados Unidos.”

Investigação aponta a presença de mais de 270 agentes no 6 de janeiro

Novos dados obtidos por uma fonte do Congresso dos Estados Unidos revelam que o FBI contou com 274 agentes à paisana em meio às multidões presentes em 6 de janeiro de 2021.

O número, apesar de não surpreender parlamentares acostumados à atuação do órgão em eventos de grande porte, reacende questionamentos sobre o grau de envolvimento da agência naquele episódio.

Até agora, o FBI mantinha firme a posição de não informar o volume de sua presença no Capitólio, o que alimentava suspeitas sobre a extensão de sua atuação. A informação surge pouco depois de a Ouvidoria do Departamento de Justiça (DOJ OIG) afirmar, em relatório de dezembro de 2024, que não havia detectado indícios de funcionários do FBI infiltrados nas manifestações nem no prédio do Capitólio naquele dia.

Leia mais:

Relatório do DOJ OIG e questionamentos no Congresso

O relatório de 88 páginas do DOJ OIG revela que 26 fontes humanas confidenciais ligadas ao FBI estavam misturadas aos manifestantes em 6 de janeiro.

Desse total, quatro pessoas ingressaram no Capitólio, mas o FBI não autorizou nenhuma delas a violar a lei, transpor áreas restritas nem incentivar atos ilegais, segundo o documento.

Além disso, a Ouvidoria esclareceu que apenas três informantes receberam autorização oficial para ir a Washington e monitorar possíveis alvos de terrorismo doméstico durante o protesto.

O deputado republicano Barry Loudermilk, presidente da Subcomissão Especial sobre 6 de Janeiro, tem cobrado informações claras e completas sobre o episódio.

“Com tantos informantes pagos no meio da multidão, queremos saber quantos estavam na multidão, quantos estavam no prédio, e também quero saber: foram pagos para informar ou para instigar?”, disse Loudermilk em 23 de setembro no jornal Just the News.

Leia também: “A ONU e Lula continuam os mesmos. Trump e o mundo, não!”, artigo de Adalberto Pitto, publicado na Edição 289 da Revista Oeste

Em maio de 2024, uma petição judicial apresentada por William Pope, ex-réu do caso, listou cerca de 50 pessoas que atuaram sob ordens do FBI na data, incluindo agentes de forças-tarefa antiterrorismo, membros do Serviço de Investigação Criminal da Marinha e da contrainteligência do Exército.

Não está confirmado se esses nomes integram o grupo de 274 agentes à paisana reconhecido pelo FBI.

O órgão tem resistido a tentativas do Congresso de detalhar seu envolvimento, tanto por meio de agentes quanto de informantes.

A divulgação dos números dificilmente encerrará questionamentos persistentes de ex-réus e críticos que indagam se integrantes do FBI contribuíram ou incentivaram tumultos em 6 de janeiro.

Atuação de outros órgãos

Além do FBI, agentes infiltrados do Departamento de Polícia Metropolitana admitiram ter ajudado manifestantes a ultrapassarem barreiras, incentivando o avanço até o Capitólio e aplaudindo atos de vandalismo.

A maioria das gravações feitas por esses policiais permanece inédita, apesar dos esforços judiciais de Pope para obter as imagens.

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4 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    No Brasil foram abin ,PF ,forças armadas até às imagens sumiram

  2. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Engraçado, aqui o governo elegido que contratou seu exército particular do mst, psol , pt para promover a baderna e por culpa nos patriotas.

  3. Divaldo Moreira Barbosa
    Divaldo Moreira Barbosa

    No Brasil foi tudo armado, nas imagens vazadas, ver o General Dias, junto com os verdadeiros invasores, que depredaram o palácio e o STF

  4. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Nossa… que estranha similaridade com o Brasil….mesmo roteiro mesmos agentes…
    É só seguir o cheiro de podre que vai encontra-los !

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