Durante um encontro realizado em Nova York nesta terça-feira, 23, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio à reeleição do presidente da Argentina, Javier Milei, e se comprometeu a fornecer auxílio para enfrentar a instabilidade cambial e financeira do país vizinho. O gesto ocorre em meio a um cenário político delicado para Milei, que busca fortalecer sua posição diante de desafios econômicos e eleitorais.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
Além de Trump e Milei, participaram da reunião o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o secretário de Estado, Marco Rubio, o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, e Karina Milei, secretária-geral da presidência argentina. O objetivo principal foi discutir medidas para conter a volatilidade dos mercados e acelerar a recuperação econômica argentina.
Apoio dos EUA e alternativas econômicas
“Vamos ajudá-los, não acho que precisem de um resgate financeiro”, declarou Trump a jornalistas horas antes do encontro, ressaltando ainda: “Scott [Bessent] está trabalhando com o governo argentino para que possam obter uma dívida favorável e tudo o que for necessário para que a Argentina volte a ser grande.”
Scott Bessent destacou na véspera que os Estados Unidos estão dispostos a atuar “o que for necessário” para apoiar a Argentina, especialmente depois da derrota do partido de Milei nas eleições legislativas na Província de Buenos Aires no dia 7. Ele afirmou no X que “todas as opções de estabilização estão em aberto”, incluindo linhas de swap, compras diretas de moeda estrangeira e aquisição de dívida argentina em dólares.
Milei, por sua vez, agradeceu a Trump no X, ao repostar elogios do presidente norte-americano e classificar o gesto como “extraordinário”. Trump reforçou na rede social que Milei tem seu “apoio total e completo para a reeleição” marcada para 2027.
Impactos imediatos e contexto econômico argentino
O ministro da Economia, Luis Caputo, informou à imprensa que a reunião abordou valores específicos de auxílio, sem revelar detalhes ou prazos para o anúncio oficial do Tesouro norte-americano. O respaldo de Trump contribuiu para acalmar os mercados, que reagiram positivamente tanto na segunda-feira 22, quanto nesta terça-feira, 23.
O suporte financeiro dos Estados Unidos surge em um cenário crítico para Milei, que enfrenta obstáculos crescentes no campo político e econômico. A economia argentina está estagnada, com risco de recessão, enquanto a recente desvalorização do peso frente ao dólar ameaça reacender a inflação, que Milei conseguiu reduzir para 1,9% em agosto.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.