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Trinidad e Tobago apoia derrubada de Maduro pelos EUA

O embaixador do país caribenho afirmou no Conselho de Segurança da ONU que as ações norte-americanas fortalecem a segurança regional

Trinidad e Tobago apoia derrubada de Maduro pelos EUA
Neil Parsan, embaixador de Trinidad e Tobago na ONU | Foto: Reprodução/X

Trinidad e Tobago manifestou apoio à ação dos Estados Unidos que derrubou Nicolás Maduro durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, 5. O país insular, vizinho da Venezuela, colaborou com Washington durante o cerco militar à Venezuela que antecedeu a captura do então ditador.

A ilha caribenha “permanece firme em seu apoio às iniciativas dos EUA que fortalecem a segurança regional, reforçam o Estado de Direito e salvaguardam o bem-estar de nossas sociedades”, disse o embaixador Neil Parsan. Já os aliados da ditadura chavista presentes na reunião, como Rússia, China, Cuba e Irã, acusaram os EUA de violar a lei internacional.

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Entre outubro e novembro, o governo de Trinidad e Tobago acolheu navios de guerra dos EUA em seus portos e participou de treinamentos militares conjuntos. A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar confirmou a instalação de um radar militar norte-americano na ilha, cujo principal objetivo, segundo ela, seria “ampliar o combate ao tráfico de drogas nas águas do país”.

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Tropas trinitinas também participaram de exercícios militares com os Estados Unidos entre 16 e 21 de novembro. A iniciativa reforçou a posição do país caribenho como aliado estratégico de Washington na região.

À época, o Ministério das Relações Exteriores local descreveu a ação como parte de uma cooperação histórica com os norte-americanos, sem detalhar o tipo de operação nem mencionar diretamente o regime de Nicolás Maduro. Foi a segunda atividade conjunta em menos de um mês. Em outubro, o lança-mísseis USS Gravely chegou ao país e permaneceu ancorado em porto local por vários dias.

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, detalhou o histórico de crimes de Nicolás Maduro ao defender a legitimidade da operação militar que capturou o ditador. Ele ressaltou que Washington não declarou guerra à Venezuela ou ocupou o país — antes, a ação norte-americana teve como grande objetivo capturar o agora ex-ditador e sua mulher.

Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago, na costa da Venezuela
USS Gravely, destróier lança-mísseis dos EUA | Foto: Reprodução/X

Leia o posicionamento de Trinidad e Tobago sobre a captura de Maduro

“A delegação de Trinidad e Tobago agradece ao Conselho de Segurança por convocar esta reunião urgente em decorrência dos recentes acontecimentos na República Bolivariana da Venezuela. Minha delegação dirige-se hoje a este Conselho como uma nação caribenha, vizinha da Venezuela e defensora de longa data da paz, da coexistência e do Estado de Direito.

O Governo de Trinidad e Tobago tomou conhecimento das operações militares realizadas pelos Estados Unidos na Venezuela. Mantemos nosso compromisso com os esforços de cooperação liderados pelos Estados Unidos para interromper e desmantelar as redes que permitem o crime transnacional nas Américas, cujas atividades têm tido efeitos debilitantes sobre a segurança e a estabilidade da região.

Trinidad e Tobago permanece firme em seu apoio às iniciativas dos Estados Unidos da América que fortalecem a segurança regional, reforçam o Estado de Direito e salvaguardam o bem-estar de nossas sociedades. O Governo de Trinidad e Tobago, embora valorize sua longa e sólida parceria com os Estados Unidos, permanece igualmente comprometido em manter uma relação construtiva e respeitosa com a República Bolivariana da Venezuela e continua a defender relações pacíficas com o povo venezuelano.

A delegação de Trinidad e Tobago deseja reiterar seu profundo respeito. Em colaboração com todos os parceiros que compartilham a aspiração por um hemisfério mais seguro, próspero e estável, agradeço ao senhor presidente.

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