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Tráfego no estreito de Ormuz despenca com escalada entre EUA e Irã

Redução na circulação de navios aumenta preocupações sobre o transporte de petróleo

Navio da companhia dinamarquesa Maersk: prejuízos durante fechamento do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X
Navio da companhia dinamarquesa Maersk: prejuízos durante fechamento do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X

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O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente desde o reinício dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, com apenas 14 navios cruzando o estreito em 8 de novembro, bem abaixo da média diária de 34. Enquanto isso, o Irã aumentou o embarque de petróleo, enviando cinco superpetroleiros e um Suezmax nas últimas 24 horas. Na manhã desta quinta-feira, 9, apenas dois petroleiros conseguiram atravessar, e empresas adotaram medidas de segurança, como desligar sistemas de rastreamento.

O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz registrou forte queda desde a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Dados divulgados por empresas de monitoramento marítimo mostram redução no número de navios que cruzam a principal rota de exportação de petróleo do mundo.

Na quarta-feira, 8, apenas 14 embarcações carregadas com commodities atravessaram o estreito. Abaixo da média diária de 34 navios registrada desde o início do cessar-fogo firmado em junho.

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Foto satellitar do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação
Foto satellitar do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação

Enquanto o movimento diminuiu na região, o Irã acelerou o embarque de petróleo. Nas últimas 24 horas, cinco superpetroleiros e um navio da categoria Suezmax deixaram portos iranianos transportando quase 11 milhões de barris da commodity. A movimentação ocorre em meio às ameaças de novos bloqueios norte-americanos contra instalações portuárias do país.

Empresas reforçam medidas de segurança

Nas primeiras horas desta quinta-feira, 9, somente dois petroleiros conseguiram atravessar o estreito de Ormuz. Um deles foi o Berg 1, que transporta produtos embarcados na Ilha de Kharg e está sujeito às sanções impostas pelos Estados Unidos.

Empresas do setor também relataram que parte das embarcações passou a desligar os sistemas de rastreamento durante a travessia, prática conhecida como “modo sombra”, para reduzir o monitoramento da rota.

Leia também: “Trump afirma que Irã procura os EUA para retomar negociações

Dados do setor apontam que 576 travessias foram registradas em junho. O número supera as 233 contabilizadas em maio, mas permanece muito abaixo das 3.131 registradas no mesmo período do ano passado. No dia 24 de junho, o estreito chegou a registrar pico de 58 navios em apenas 24 horas.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que o tráfego continua reduzido e que operadores mantêm cautela diante dos riscos na região. O órgão também alertou para a presença de minas marítimas ativas nas proximidades do estreito de Ormuz e classificou o nível de ameaça na área como “severo”. Já outras rotas do Oriente Médio, como o golfo Pérsico, o golfo de Omã e o mar Arábico, seguem com navegação considerada estável, embora sob monitoramento.

A redução no número de embarcações também atingiu o mercado de seguros marítimos. Corretoras especializadas relataram queda na procura por novas cotações desde o recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã nesta semana.

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