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TikTok anuncia retorno aos EUA depois de fala de Trump

Plataforma saiu do ar, em virtude de uma lei federal

TikTok
TikTok tem mais de 100 milhões de usuários nos EUA | Foto: Antonbe/Pixabay

O aplicativo de vídeos TikTok anunciou, neste domingo, 19, que retornou ao ar, nos Estados Unidos. O anúncio ocorreu depois do presidente eleito Donald Trump ter afirmado que adiaria a proibição da plataforma, ocorrida na manhã deste domingo por exigência de uma lei federal, que demandava a venda de suas operações no país.

Trump declarou que emitiria um decreto para prorrogar a aplicação da legislação, o que permitiria tempo para um possível acordo. Em comunicado, o TikTok informou estar “em processo de restauração do serviço” em colaboração com seus provedores.

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A plataforma agradeceu a Trump por oferecer “clareza e garantia” aos provedores de que não enfrentariam penalidades ao permitir o acesso de mais de 170 milhões de norte-americanos e apoiar cerca de 7 milhões de pequenas empresas.

Depois do anúncio, muitos usuários relataram que conseguiram acessar o aplicativo normalmente. O TikTok havia sido removido de lojas de aplicativos, como a Play Store e a App Store.

Trump propôs que os EUA adquirissem 50% da propriedade do TikTok por meio de uma joint-venture com a ByteDance ou novos investidores. Segundo o presidente, o objetivo da ação é garantir a segurança nacional.

EUA afirmam que TikTok coleta dados sensíveis dos usuários

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TikTok é uma rede social chinesa | Foto: Antonbe/Pixabay

Ele afirmou que o decreto isentaria de responsabilidade as empresas que ajudaram a manter o TikTok ativo. O governo dos EUA alega que a plataforma representa risco à segurança nacional por coletar dados sensíveis dos usuários. A ByteDance nega as acusações.

O governo norte-americano teme que os dados possam ser usados pela China para espionagem. A legislação aprovada pelo Congresso e sancionada pelo atual presidente, Joe Biden, em abril de 2024, determinava que, caso o TikTok não fosse vendido até o último domingo, ele seria banido dos EUA. Isso incluía a remoção de lojas de aplicativos e bloqueio de atualizações, com multas para quem desobedecesse.

Na última sexta-feira, 17, a Suprema Corte decidiu que a lei não viola a 1ª Emenda, que protege a liberdade de expressão. O TikTok havia recorrido à Justiça, mas a decisão unânime confirmou a validade da lei. Com o decreto de Trump, a aplicação da medida foi adiada.

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