A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã recolocou em evidência um armamento antigo, mas ainda estratégico: as minas navais. O tema ganhou destaque depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que forças iranianas poderiam estar posicionando explosivos desse tipo no Estreito de Ormuz.
Uma das mais importantes para o comércio global de petróleo, a rota marítima serve de trajeto para cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O Estreito fica entre o território iraniano e a Península Arábica. Em 28 de fevereiro, início do conflito entre os dois países no Oriente Médio, o Irã ameaçou bloquear a passagem e atacar embarcações que tentassem atravessar a região.
Receba nossas atualizações
O que são as minas navais; entenda
A ameaça reduziu o tráfego marítimo e pressionou os preços do petróleo, com o barril chegando a se aproximar de US$ 120 no início da semana, o que vem provocando preocupação e a adoção de medidas de emergência por parte de vários países altamente dependentes desse tipo de escoamento de energia.
Minas navais são explosivos posicionados no mar com o objetivo de atingir embarcações militares ou comerciais. Elas podem permanecer submersas, presas ao fundo do oceano, ancoradas a determinadas profundidades ou, em alguns casos, à deriva.
Leia também: “Tiete de aiatolá”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 312 da Revista Oeste
Os modelos mais simples detonam quando entram em contato direto com o casco de um navio. Já versões mais modernas contam com sensores capazes de detectar alterações no campo magnético da embarcação, mudanças na pressão da água ou o ruído dos motores. Ao serem acionadas, provocam explosões próximas à estrutura do navio, podendo causar danos significativos.
Especialistas afirmam que uma única mina dificilmente seria capaz de afundar um grande petroleiro que atravesse o Estreito de Ormuz. Ainda assim, o impacto pode provocar danos estruturais relevantes, interromper rotas comerciais e gerar efeitos importantes no mercado global de energia.
O uso desse tipo de armamento também é regulado pelo direito internacional. A Convenção de Haia de 1907 estabelece limites para o emprego de minas marítimas, proibindo a instalação de explosivos de contato próximos a portos ou áreas costeiras com o objetivo de bloquear a navegação comercial.
+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.