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Tensão no Oriente Médio resgata temor pelo uso de minas navais

Armamento do século passado volta ao debate militar em razão do seu poder de destruição no Estreito de Ormuz

Estimativas sugerem que o Irã tenha entre 2.000 e 6.000 minas navais, incluindo modelos de fabricação própria, chinesa e russa | Foto: Reprodução/X
Estimativas sugerem que o Irã tenha entre 2.000 e 6.000 minas navais, incluindo modelos de fabricação própria, chinesa e russa | Foto: Reprodução/X

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã recolocou em evidência um armamento antigo, mas ainda estratégico: as minas navais. O tema ganhou destaque depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que forças iranianas poderiam estar posicionando explosivos desse tipo no Estreito de Ormuz.

Uma das mais importantes para o comércio global de petróleo, a rota marítima serve de trajeto para cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O Estreito fica entre o território iraniano e a Península Arábica. Em 28 de fevereiro, início do conflito entre os dois países no Oriente Médio, o Irã ameaçou bloquear a passagem e atacar embarcações que tentassem atravessar a região. 

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O que são as minas navais; entenda

A ameaça reduziu o tráfego marítimo e pressionou os preços do petróleo, com o barril chegando a se aproximar de US$ 120 no início da semana, o que vem provocando preocupação e a adoção de medidas de emergência por parte de vários países altamente dependentes desse tipo de escoamento de energia.

Minas navais são explosivos posicionados no mar com o objetivo de atingir embarcações militares ou comerciais. Elas podem permanecer submersas, presas ao fundo do oceano, ancoradas a determinadas profundidades ou, em alguns casos, à deriva.

Leia também: “Tiete de aiatolá”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 312 da Revista Oeste

Os modelos mais simples detonam quando entram em contato direto com o casco de um navio. Já versões mais modernas contam com sensores capazes de detectar alterações no campo magnético da embarcação, mudanças na pressão da água ou o ruído dos motores. Ao serem acionadas, provocam explosões próximas à estrutura do navio, podendo causar danos significativos.

Especialistas afirmam que uma única mina dificilmente seria capaz de afundar um grande petroleiro que atravesse o Estreito de Ormuz. Ainda assim, o impacto pode provocar danos estruturais relevantes, interromper rotas comerciais e gerar efeitos importantes no mercado global de energia.

O uso desse tipo de armamento também é regulado pelo direito internacional. A Convenção de Haia de 1907 estabelece limites para o emprego de minas marítimas, proibindo a instalação de explosivos de contato próximos a portos ou áreas costeiras com o objetivo de bloquear a navegação comercial.

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