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Talibã reivindica explosão que matou 12 pessoas no Paquistão

Ataque suicida ocorre um dia depois de atentado contra escola militar e intensifica a onda de violência no país

Integrantes do Talibã paquistanês em área de treinamento próxima à fronteira com o Afeganistão | Foto: Reprodução/IISS
Integrantes do Talibã paquistanês em área de treinamento próxima à fronteira com o Afeganistão | Foto: Reprodução/IISS

O Talibã paquistanês reivindicou o atentado suicida que matou ao menos 12 pessoas nesta terça-feira, 11, em Islamabad. O ataque ocorreu em frente a um tribunal da capital e deixou outras 27 pessoas feridas, segundo o ministro do Interior, Mohsin Naqvi. O grupo extremista afirmou que o alvo eram integrantes do sistema judiciário e ameaçou novos atentados até que o país adote a sharia, a lei islâmica.

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O homem-bomba permaneceu por cerca de 15 minutos diante do prédio antes de detonar os explosivos próximos a um veículo policial. As autoridades isolaram rapidamente a área, que concentra escritórios do governo.

Testemunhas relatam pânico e destruição pelo Talibã

Advogados e servidores fugiram em meio ao caos. O advogado Rustam Malik, que estava no local, disse à agência AFP que a explosão provocou correria generalizada e destruiu veículos estacionados. Ele relatou ter visto corpos caídos e carros em chamas na entrada do tribunal.

O ataque acontece apenas um dia depois de outro atentado no distrito de Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Na ocasião, um homem-bomba matou três pessoas ao explodir um carro na entrada de uma escola militar. Nenhum grupo havia reivindicado aquela ação até o momento.

Em fevereiro, seis fiéis morreram em um atentado semelhante contra um seminário islâmico no noroeste do Paquistão, em uma região associada ao treinamento de militantes ligados ao Talibã afegão. no noroeste do país, local conhecido por abrigar militantes ligados ao Talibã afegão.

O avanço do Talibã afegão desde 2021 reacendeu o poder do grupo paquistanês Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP). Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, a retomada de Cabul pelos extremistas criou um ambiente favorável à reorganização da facção vizinha, que agora atua com mais liberdade e acesso a refúgios próximos à fronteira.

O Paquistão, que por anos combateu o TTP com operações militares, como Zarb-e-Azb (2014) e Radd-ul-Fasaad (2017), enfrenta hoje uma nova fase de ataques, resultado direto do fortalecimento dos militantes depois da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão.

Leia também: “Presidente da Síria vai aos EUA depois de ser removido da lista de terroristas”

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