O presidente interino da Síria, Ahmed Hussein al-Sharaa, chegou aos Estados Unidos no último sábado, 8, para uma visita oficial. Ele aterrissou no país um dia depois de ter seu nome retirado da lista norte-americana de terroristas, movimento que abriu caminho para um novo capítulo nas relações entre Damasco e Washington.
Al-Sharaa, responsável pela queda do ditador Bashar al-Assad, no final de 2024, tem agenda prevista com o presidente Donald Trump nesta segunda-feira, 10. O encontro, considerado histórico, deve resultar na adesão formal da Síria à coalizão internacional contra grupos jihadistas, conforme detalhou o enviado dos EUA para a Síria, Tom Barrack.
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A retirada de Al-Sharaa da lista de procurados dos EUA aconteceu quase um ano depois da deposição de Assad, quando também foi anulada a oferta de recompensa de US$ 10 milhões por sua captura. As relações entre Al-Sharaa e Trump vêm se intensificando desde maio, quando os dois presidentes se encontraram em Riad, na Arábia Saudita, durante uma cúpula internacional.

Em setembro, Al-Sharaa esteve em Nova York e tornou-se o primeiro presidente sírio em décadas a discursar na Assembleia-Geral das Nações Unidas, sinalizando o esforço sírio em buscar reconhecimento internacional e apoio para a reconstrução do país.
Fontes diplomáticas relataram à agência AFP que os EUA planejam estabelecer uma base militar próxima a Damasco. Já a Síria, depois de mais de 13 anos de guerra civil, busca recursos para sua reconstrução, que pode demandar mais de US$ 216 bilhões, segundo estimativas do Banco Mundial.
Colaboração síria e suspensão de sanções
A exclusão de Al-Sharaa da lista de terroristas pelo governo Trump era aguardada havia semanas, de acordo com o portal Deutsche Welle. O Departamento de Estado informou que o governo sírio vinha colaborando com exigências norte-americanas, como a busca por cidadãos desaparecidos e a destruição das últimas armas químicas.

Além disso, na última quinta-feira, 6, os EUA lideraram a aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU suspendendo sanções internacionais contra Al-Sharaa, com elogio à disposição dele em combater o terrorismo. O sírio, que um ano antes comandava o grupo militante islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS), viu a organização ser retirada da lista norte-americana de organizações terroristas em julho.
Desde a transição de poder, a liderança síria tem atuado para romper com o passado extremista violento e projetar uma imagem mais moderada, em busca de aceitação no cenário global. Al-Sharaa chegou ao comando depois de liderar uma coalizão rebelde responsável pela queda de Assad em 8 de dezembro de 2024.
+ Leia mais: “Síria: entre a democracia e a teocracia“, reportagem de Eugênio Goussinsky









































MALANDROS NÃO PARAM! SÓ DÃO UM TEMPO….quanto tempo essa escória vai demorar para começarem a fazer beicinhos e se juntar aos russos terroristas?!
A Russia assim como os persas..usam suas riquezas naturais para sabotagem politica, patrocinar terrorismo, subvencionar ONS e grupos como BlackBloc há 95 anos…. E Não vão parar!
São SABOTADORES e MENTIROSOS dissimulados….