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Talibã proíbe mulheres de trabalhar para ONGs no Afeganistão

Três organizações anunciaram neste domingo, 25, a suspensão das atividades no país  

Talibã
No Afeganistão, uso de burca por mulheres é obrigatório | Foto: Reprodução/Pixabay

Três ONGs estrangeiras anunciaram neste domingo, 25, a suspensão das atividades no Afeganistão. A decisão foi tomada depois que o Talibã proibiu o funcionamento de ONGs que trabalham com mulheres.

Em um comunicado conjunto, as ONGs Save the Children, Conselho Norueguês para Refugiados e Care Internacional, afirmaram que aguardam uma esclarecimento sobre a proibição. “Enquanto esperamos que este anúncio seja esclarecido, estamos suspendendo nossos programas, exigindo que homens e mulheres continuem igualmente nossa ajuda para salvar vidas no Afeganistão.”

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No sábado 24, o Ministério da Economia afegão ordenou que todas as organizações não governamentais parassem de trabalhar com mulheres ou correriam o risco de ter sua licença operacional suspensa. Não foi esclarecido se a imposição dizia respeito a funcionárias estrangeiras de ONGs.

Na carta dirigida às ONG locais e internacionais, o ministério explica que tomou a decisão depois de receber “graves denúncias” de que as mulheres que trabalham nestas ONGs não usam o véu islâmico hijab. No Afeganistão, as mulheres são obrigadas a cobrir o rosto e todo o corpo.

“A ONU pretende se reunir com os líderes do Talibã para buscar esclarecimentos sobre a ordem relatada”, afirmou a Organização das Nações Unidos, em nota. “Ao excluir as mulheres sistematicamente de todos os aspectos da vida pública e política, eles atrasam o país ao comprometer os esforços para trazer paz e estabilidade”, criticou a ONU.

Recentemente, o Talibã proibiu de frequentar parques e praças públicas na capital, Cabul, e de frequentar universidades.

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2 comentários
  1. Aderbal A C Bernardes
    Aderbal A C Bernardes

    Não vi ninguém da dita “esquerda” emitir um único comentário lamentando esta barbárie!

  2. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Esta ai um bom lugar para as feministas agirem, lá e em todo o Oriente médio os direitos da mulheres não são respeitados. O tratamento a elas dispensados é desumano.

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