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Sem chance para reação: como os EUA atingiram alvos nucleares no Irã

A operação envolveu manobra de distração e aeronaves de alta tecnologia.

No sábado 21, os EUA bombardearam três usinas nucleares do Irã | Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Neste domingo, 22, autoridades dos EUA contaram, em entrevista coletiva, como se deu o bombardeio a alvos nucleares no Irã. A operação envolveu manobra de distração e aeronaves de alta tecnologia.

No sábado 21, os EUA bombardearam três usinas nucleares do Irã. Uma delas, considerada símbolo do poderio nuclear do regime iraniano, estaria a cerca de 80 ou 90 metros sob a rocha de uma montanha na cidade de Qom.

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Na ofensiva, além da fortaleza subterrânea de Fordow, os EUA bombardearam as instalações de Natanz e Isfahan.

Para obter sucesso no bombardeio contra o Irã, os EUA usaram o B-2 Spirit, aeronave que faz parte da frota da Força Aérea e é um dos veículos militares mais avançados do país.

Com uso de tecnologia de ponta, o B-2 Spirit contou com seus recursos de furtividade para passar despercebido pelos sistemas de defesa aérea do Irã.

Além disso, só o B-2 Spirit poderia atender ao nível de precisão exigido para atingir os alvos, principalmente em Fordow.

Além do emprego de alta tecnologia, os EUA também criaram distrações para confundir o Irã.

EUA se preparam por meses para a operação

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que os EUA planejaram a operação Midnight Hammer (Martelo da Meia-Noite, em tradução livre) por meses.

“Os Estados Unidos não buscam a guerra, mas vão atuar rapidamente quando sua população, seus aliados ou seus interesses estiverem ameaçados”, afirmou Hegseth. “O Irã deve ouvir o presidente.”

Leia também: “Parlamento do Irã aprova fechamento do Estreito de Ormuz como resposta aos EUA”

Já o chefe do Estado-Major Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, descatou o sigilo da operação.

Segundo ele, os iranianos não reagiram durante o bombadeio. “Parece que o sistema de mísseis do Irã não nos viu”, afirmou.

Entretando, diferente das afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, o comandante evitou a afirmação de que os alvos foram completamente destruídos.

No sábado, depois do bambardeio, Trump publicou a seguinte mensagem em sua rede social: “Fordow já era”.

Autoridades dos EUA deram detalhes da operação

De acordo com o Pentágono, a operação envolveu mais de 125 aviões, incluindo sete B-2 Spirit — aeronave militar mais cara do mundo –, caças de quarta e quinta geração, aviões-tanque e uma frota de inteligência, vigilância e reconhecimento.

A operação começou na madrugada da sexta-feira 20 para o sábado, quando os bombardeiros B-2 saíram do Aeroporto de Whiteman AFB, no Missouri. Parte da frota foi para o Oceano Pacífico, no Ocidente, para criar uma distração.

Ataque à Isfahan

Ao mesmo tempo, sete aviões B-2, cada um com dois tripulantes, voaram no sentido oposto, em direção ao Irã, para executar a o primeiro bomdardeio da missão, na usina Isfahan. O voo durou 18 horas.

Os aviões se encontraram com uma aeronave de apoio. Os pilotos usaram o mínimo possível de comunicações para evitar vazamentos.

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Antes de a frota alcançar o primeiro alvo no Irã, na noite do sábado, um submarino norte-americano lançou mais de 24 mísseis Tomahawk contra Isfahan.

Ao entrar no espaço aéreo iraniano, os B-2 contaram outros dois aviões, que voaram na frente da frota com a missão de localizar eventuais aeronaves inimigas.

O último míssil lançado contra o alvo foi um Tomahawk conhecido como “destruidor de bunkers”.

Fordow e Natanz

Em seguida, a frota seguiu para Fordow e Natanz. Um avião B-2 jogou duas bombas GBU-57 em Fordow. A bomba tem capacidade de perfurar bunkers. Outros aviões bombardearam o restante do complexo. Os aviões jogaram, ao todo, 14 bombas. Por fim, a frota retornou para os Estados Unidos.

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