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Russos desconfiam de dados oficiais sobre coronavírus no país

Para médicos, número divulgado não apresenta a situação real do país

Vladimir Putin, o atual presidente da Rússia | Foto: PxHere

De acordo com dados oficiais da Rússia, até o momento o país registrou 840 casos de infecção e três mortes por causa do coronavírus.

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Vários meios de comunicação e sindicatos de médicos denunciaram que esse total está abaixo da situação real, uma vez que o país tem uma fronteira de 4.200 quilômetros com a China.

“O próprio governo não sabe quantos casos existem porque os testes são de péssima qualidade”, diz Anastasia Vasileva, médica e diretora do sindicato dos médicos.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, um dos responsáveis ​​pela operação da luta contra o coronavírus em toda a Rússia, admitiu nesta semana que o número real de pessoas afetadas pela covid-19 no país é desconhecido.

“Não importa se são 400 ou 500. A taxa de contágio é alta; estamos enfrentando um problema sério”, disse o prefeito em uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitida pela televisão.

A revista médica russa PCR também critica o procedimento de contagem. “O tipo de análise que eles estão fazendo não é tão eficiente quanto deveria”, argumenta Alexei Torgashev, diretor da publicação.

Em mensagem veiculada por rede nacional de televisão para anunciar medidas contra o coronavírus, Putin pediu aos russos que ficassem em casa.

Mas ele deixou para os governadores e prefeitos a decisão sobre medidas mais restritivas, de acordo com informações da Rádio França Internacional.

A falta de medidas de quarentena total da parte do governo significa que as pessoas assintomáticas — aquelas sem sintomas para o novo coronavírus — permanecem nas ruas e seguem infectadas.

O presidente decretou na próxima semana férias remuneradas para toda a população, mas garantiu que os setores-chave do país, como os serviços médicos, de transportes, bancos e alguns departamentos do setor público, vão prosseguir em pleno funcionamento.

A medida pretende incentivar os russos a se manter em casa e frear a propagação do vírus.

A catástrofe de Chernobyl, escondida pelas autoridades soviéticas em 1986, pode voltar à tona em meio à pandemia.

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4 comentários
  1. José Bianchini
    José Bianchini

    Arre que apareceu um pouco de informação da Rússia

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