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Rússia condena ‘Jesus da Sibéria’ a 12 anos de prisão e multa de quase R$ 3 milhões

Ex-policial russo que dizia ser a reencarnação de Cristo liderava seita com milhares de adeptos desde os anos 1990

Sergei Torop, o 'Jesus da Sibéria': detido em 2020, líder religioso é apenado com 12 anos de prisão pelas autoridades russas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Sergei Torop, o 'Jesus da Sibéria': detido em 2020, líder religioso é apenado com 12 anos de prisão pelas autoridades russas | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Rússia condenou nesta segunda-feira, 30, o líder religioso Sergei Torop, de 64 anos. A pena é de 12 anos de prisão por abusar psicologicamente de seus seguidores e causar danos à saúde e às finanças de dezenas de fiéis. Ex-policial de trânsito, o russo Torop se apresentava como “Vissarion”, a reencarnação de Jesus Cristo. Ele comandava a chamada Igreja do Último Testamento em uma região remota da Sibéria.

Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, órgão equivalente ao FBI nos Estados Unidos, Torop e dois auxiliares — Vladimir Vedernikov e Vadim Redkin — são responsáveis por manipular emocionalmente os seguidores e extorquir dinheiro da comunidade. O trio recebeu a condenação de um tribunal na cidade de Novosibirsk. O cumprimento da pena será em um campo de prisioneiros de segurança máxima.

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Rússia monitorava movimentos

A seita começou a funcionar em 1991, logo depois da dissolução da União Soviética, em um período de crise econômica e institucional no país. Vissarion atraía milhares de pessoas com seu discurso místico e regras rígidas. Ele proibia o consumo de carne, álcool e cigarro. Além disso, não permitia o uso de palavrões, bem como de dinheiro. 

Parte de seus seguidores passou a viver isolada em um assentamento conhecido como “Morada da Aurora”, ou “Cidade do Sol”. O tribunal determinou que os três paguem, da mesma forma, uma indenização de 40 milhões de rublos (equivalente a R$ 2,78 milhões) por danos morais às vítimas. Torop e os demais negam qualquer irregularidade.

A prisão dos líderes ocorreu em 2020, em uma operação que envolveu helicópteros e agentes do FSB, o serviço secreto que sucedeu a antiga KGB. Segundo a agência estatal RIA, os investigadores afirmaram que os homens causaram principalmente “dano moral” a 16 pessoas, danos físicos graves a seis pessoas e danos moderados a outra.

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