O Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que impede, de forma definitiva, a compra de cigarros por pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. A proposta também inclui restrições ao uso e à comercialização de cigarros eletrônicos.
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A chamada Lei de Tabaco e Vapes estabelece um corte geracional. O texto impede que esse grupo passe a fumar ao longo da vida, independentemente da idade que venha a atingir.
Para o ministro da Saúde, Wes Streeting, trata-se de um “momento histórico para a saúde da nação”, que deve resultar na “primeira geração livre do fumo, com proteção vitalícia contra vícios e danos”.
O governo também planeja estender a proibição de fumo em ambientes fechados para áreas externas. Além disso, o texto limita a oferta de sabores e restringe o uso de publicidade nas embalagens de cigarros eletrônicos.
Governos trabalhistas lideram avanço de restrições ao tabaco
A iniciativa, ligada ao sistema público de saúde do Reino Unido, surgiu de uma série de mobilizações conduzidas por ativistas, profissionais de saúde e membros do Partido Trabalhista. Em junho de 2025, o governo de Keir Starmer proibiu a venda de cigarros eletrônicos descartáveis, sob a justificativa do baixo custo e do apelo visual entre jovens.
Em 2022, a Nova Zelândia, sob a administração de Jacinda Ardern, também do Partido Trabalhista, aprovou legislação semelhante ao vetar a venda de cigarros para pessoas nascidas depois de 2008. No entanto, o país revogou a regra em novembro de 2023, depois da vitória de uma coalizão conservadora nas eleições.
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Por fim, a Austrália passou a ter uma das legislações antitabagistas mais rigorosas do mundo desde 2012. Na época, o governo de Julia Gillard, do Partido Trabalhista Australiano, ampliou restrições em vigor desde os anos 1990, proibiu a publicidade nas embalagens e padronizou a aparência dos produtos.
Além disso, a gestão de Gillard previu multas de até US$ 100 milhões para empresas que descumprissem as regras.






































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