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Paquistão e Afeganistão entram em guerra depois de confrontos na fronteira 

Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em 'guerra aberta' contra o Talibã afegão

Soldados paquistaneses arrancando a bandeira dos talibãs em um posto de fronteira no Afeganistão e hasteando a bandeira do Paquistão
Soldados paquistaneses arrancando a bandeira dos talibãs em um posto de fronteira no Afeganistão e hasteando a bandeira do Paquistão | Foto: Rperodução/X

Uma escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão resultou em cerca de 60 mortos nesta quinta-feira, 26, depois de intensos bombardeios e ataques cruzados na fronteira. Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em “guerra aberta” contra o Talibã afegão, em ação que marca um novo patamar no conflito entre as nações.

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A Força Aérea paquistanesa realizou bombardeios em Cabul e Kandahar como resposta a ofensivas afegãs ocorridas na região fronteiriça. Islamabad justificou a medida ao dizer que combatentes islâmicos instalados no Afeganistão orquestram atentados no Paquistão. O Talibã, por sua vez, nega abrigar esses militantes.

Escalada militar entre Paquistão e Afeganistão

Em pronunciamento, Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã, declarou que, “depois dos ataques aéreos contra Cabul, Kandahar e outras províncias, realizamos operações de represália em grande escala contra posições de soldados paquistaneses”.

Mais tarde, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, reforçou que as Forças Armadas têm capacidade total para reagir a possíveis ameaças do Afeganistão. “Toda a nação está ao lado das Forças Armadas do Paquistão”, afirmou.

Leia também: “O Brasil na rota do terrorismo”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 310 da Revista Oeste

No X, Khawaja Asif publicou que “a paciência chegou ao limite”. “A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês [o Talibã]”, escreveu. Fontes oficiais do Paquistão, sob anonimato, relataram que 22 integrantes do Talibã morreram, além de drones abatidos.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, considerou os bombardeios uma “resposta apropriada” depois dos ataques afegãos. Já Mosharraf Zaidi, porta-voz do governo paquistanês, afirmou que os contra-ataques continuam, como reação a “ataques afegãos não provocados”.

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