Uma escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão resultou em cerca de 60 mortos nesta quinta-feira, 26, depois de intensos bombardeios e ataques cruzados na fronteira. Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em “guerra aberta” contra o Talibã afegão, em ação que marca um novo patamar no conflito entre as nações.
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A Força Aérea paquistanesa realizou bombardeios em Cabul e Kandahar como resposta a ofensivas afegãs ocorridas na região fronteiriça. Islamabad justificou a medida ao dizer que combatentes islâmicos instalados no Afeganistão orquestram atentados no Paquistão. O Talibã, por sua vez, nega abrigar esses militantes.
Escalada militar entre Paquistão e Afeganistão
Soldados paquistaneses arrancando a bandeira dos talibãs em um posto de fronteira no Afeganistão e hasteando a bandeira do Paquistão. A contra ofensiva paquistanesa é uma resposta aos ataques lançados ontem à noite pelos talibãs, com os paquistaneses lançando diversos ataques… pic.twitter.com/qP1Pc0KFHu
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) February 27, 2026
Em pronunciamento, Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã, declarou que, “depois dos ataques aéreos contra Cabul, Kandahar e outras províncias, realizamos operações de represália em grande escala contra posições de soldados paquistaneses”.
Mais tarde, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, reforçou que as Forças Armadas têm capacidade total para reagir a possíveis ameaças do Afeganistão. “Toda a nação está ao lado das Forças Armadas do Paquistão”, afirmou.
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No X, Khawaja Asif publicou que “a paciência chegou ao limite”. “A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês [o Talibã]”, escreveu. Fontes oficiais do Paquistão, sob anonimato, relataram que 22 integrantes do Talibã morreram, além de drones abatidos.
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, considerou os bombardeios uma “resposta apropriada” depois dos ataques afegãos. Já Mosharraf Zaidi, porta-voz do governo paquistanês, afirmou que os contra-ataques continuam, como reação a “ataques afegãos não provocados”.






































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