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Operação prende 25 pessoas por pornografia infantil gerada por IA

Ao todo, foram mobilizadas autoridades de 19 países da Europa

A pornografia infantil é um dos crimes mais comuns na internet | Foto: Shutterstock
A pornografia infantil é um dos crimes mais comuns na internet | Foto: Shutterstock

Uma operação internacional prendeu 25 pessoas por integrar uma quadrilha que distribuía pornografia infantil gerada totalmente por inteligência artificial (IA). Ao todo, foram 19 países envolvidos na ação. A maioria das prisões foi realizada simultaneamente na última quarta-feira, 26, mas divulgada apenas dois dias depois, na sexta-feira, 28.

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A Operação Cumberland, liderada pela polícia da Dinamarca, ainda está em andamento e espera prender mais acusados nos próximos dias. Até o momento, foram 273 suspeitos identificados, 33 buscas domiciliares realizadas e 173 dispositivos eletrônicos apreendidos.

O principal suspeito, um cidadão dinamarquês preso em novembro de 2024, administrava uma plataforma on-line onde distribuía o material gerado por IA que ele mesmo produzia. Depois de um pagamento simbólico, usuários de todo o mundo podiam acessar a plataforma e assistir a vídeos eróticos de crianças gerados por computação gráfica.

A Operação Cumberland foi um dos primeiros casos sobre material de abuso sexual infantil gerado por IA. Por isso, os policiais enfrentaram um cenário onde não existem leis que tratem desses crimes nos países envolvidos.

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Nesse sentido, os Estados-Membros da União Europeia discutem uma regulamentação comum para enfrentar essa nova realidade e proteger as crianças do abuso e exploração sexual.

A explosão da pornografia infantil gerada por IA

“Essas imagens geradas artificialmente são tão facilmente criadas que podem ser produzidas por indivíduos com intenções criminosas, mesmo sem conhecimento técnico”, diz Catherine de Bolle, diretora executiva da Agência da União Europeia para Cooperação na Aplicação da Lei (Europol).

“Isso contribui para a crescente prevalência de material de abuso sexual infantil e, à medida que o volume aumenta, torna-se progressivamente mais difícil para os investigadores identificarem criminosos ou vítimas”, destaca Catherine. “As autoridades precisarão desenvolver novos métodos e ferramentas investigativas para lidar com esses desafios.”

Exemplo de uso de ferramentas de inteligência artificial em um rosto humano | Foto: Shutterstock

O material de abuso sexual infantil por IA representa uma parcela significativa do material de abuso sexual infantil detectado, segundo a Europol. Ferramentas e tecnologias capazes de gerar ou alterar imagens são exploradas por criminosos para produzir materiais e para extorsão sexual.

Esses modelos estão amplamente disponíveis e se desenvolveram rapidamente, geram resultados cada vez mais parecidos com material real e se tornam mais difíceis de identificar sua origem artificial.

Operação envolveu 19 países

  • Austrália;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Bósnia e Herzegovina;
  • República Tcheca;
  • Dinamarca;
  • Finlândia;
  • Finlândia;
  • França;
  • Hungria;
  • Islândia;
  • Holanda;
  • Nova Zelândia;
  • Noruega;
  • Polônia;
  • Espanha;
  • Suécia;
  • Suécia; e
  • Reino Unido.

Leia também: “A cena do crime”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 144 da Revista Oeste

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