Oito pessoas ligadas ao estafe do ídolo argentino, Diego Armando Maradona, serão levadas a julgamento, acusadas pela morte do ex-jogador, em novembro de 2020.
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A decisão do Tribunal de Apelações e Garantias de San Isidro foi dada na quinta-feira 2. Neste sábado 4, o clube de coração de Maradona, o Boca Juniors, fará a final da Libertadores, contra o Fluminense, no Maracanã.
De acordo com o jornal La Prensa, de Nova York, eles serão acusados de “homicídio simples com possível dolo.” O crime prevê pena de 8 a 25 anos de prisão pela legislação argentina.
O argumento é o de que eles tiveram alguma participação no que seria um “confinamento domiciliar” do ex-jogador e técnico de futebol em uma casa na cidade de Tigre, no norte dos subúrbios, onde morreu. No momento da morte de Maradona, ele treinava o Gimnasia de La Plata, desde setembro de 2019.
Irão a julgamento o neurocirurgião Leopoldo Luciano Luque, a médica Nancy Edith Forlini, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, as enfermeiras Gisella Dahiana Madrid e Ricardo Omar Almirón, seu chefe Mariano Perroni e o médico clínico Pedro Pablo Di Spagna.
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A Justiça foi acionada pelos filhos de Maradona, Dalma, Giannina, Jana, Diego Fernando e Diego.
Eles viram irregularidades em torno da morte do ex-craque da Argentina. Maradona estava sendo atendido, na última etapa de vida, por Luque, seu advogado, e pela equipe médica que ele havia nomeado. Os acusados negam algum tipo de conduta imprópria.
O astro argentino morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020. Pela autópsia, a causa da morte foi um “edema agudo de pulmão secundário à insuficiência cardíaca crônica exacerbada”. O ex-jogador tinha “cardiomiopatia dilatada”.
Ex-craque já teve problemas com drogas e sofria de alcoolismo

Maradona, por anos, também lutou contra a dependência de drogas, tendo sido preso pela primeira vez em 1991, em função do uso de substâncias ilegais.
No entanto, os problemas que o assolavam no momento eram ligados ao alcoolismo, conforme relatou o La Prensa. Ele vinha de uma internação em uma clínica da cidade de La Plata, ocorrida no dia 2 de novembro de 2020, devido a anemia e desidratação.
No dia seguinte, foi transferido para um sanatório no bairro de Buenos Aires, Olivos, e passou por uma cirurgia de hematoma subdural (acúmulo de sangue entre o cérebro e o osso do crânio).
Teve alta no dia 11 de novembro e se mudou para uma casa em um bairro particular de Tigre, onde passou seus últimos dias.
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