O terremoto que atingiu o Paquistão na última segunda-feira, 1º, já deixou mais de 2 mil mortos e superou a marca de 3,5 mil feridos, de acordo com informações divulgadas pela agência estatal Bakhtar nesta quinta-feira, 4. O abalo sísmico destruiu casas inteiras, provocou deslizamentos de terra e deixou vilarejos isolados, principalmente na província de Kunar, região montanhosa localizada no leste do país.
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Segundo a agência, há equipes de resgate enviadas para a área, mas as condições de acesso dificultam o atendimento emergencial. Imagens mostram soldados que descem de helicópteros em meio a escombros para auxiliar na retirada de sobreviventes e corpos das vítimas.
As autoridades locais afirmam que o governo tenta organizar a chegada de ajuda, mas que a devastação é extensa. “Dezenas de aldeias foram destruídas, e casas colapsaram sobre as famílias”, relatou a Bakhtar. A província afetada está próxima à fronteira com o Paquistão e registra terrenos íngremes e estradas estreitas, fatores que atrasam a chegada de ambulâncias e máquinas pesadas.
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Pedido de ajuda e envio de suprimentos
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, declarou que “diferentes grupos de resgate foram enviados para os locais afetados e estão montando tendas para abrigar os desabrigados”. Ele informou também que “as operações de transferência de feridos e a distribuição de mantimentos continuam em andamento”.
Segundo a agência oficial, hospitais locais ficaram sobrecarregados, e muitos feridos pelo terremoto precisaram ser levados de helicóptero para centros médicos em Cabul e Nangarhar. Militares e voluntários se uniram para abrir caminhos em áreas atingidas por deslizamentos de terra e para resgatar sobreviventes debaixo dos escombros.
O Talibã pediu ajuda internacional e afirmou que qualquer tipo de apoio é bem-vindo, em especial suprimentos médicos, alimentos e tendas para as famílias desabrigadas. Em transmissões locais, autoridades destacaram a necessidade urgente de “um plano organizado para atender aos deslocados, que já somam milhares”.

Terremoto em meio à crise humanitária
A destruição se soma à grave situação humanitária que o país atravessa. O Afeganistão, que desde 2021 é governado pelo grupo islâmico Talibã, enfrenta escassez de recursos, dificuldades de acesso a financiamento internacional e dependência de ajuda externa. A vulnerabilidade estrutural, marcada por casas de barro e vilas em regiões montanhosas, aumentou os impactos do tremor.
De acordo com especialistas ouvidos pela imprensa local, a intensidade do desastre foi ampliada pelas condições de vida precárias da população. O governo informou que já foram erguidas centenas de tendas emergenciais e que milhares de pessoas foram deslocadas. Porém, reconheceu que “a magnitude da tragédia exige apoio além das capacidades internas”.
O terremoto se tornou um dos mais letais já registrados no Afeganistão, que já sofreu abalos sísmicos que mataram mais de 6 mil pessoas em 1998. O número pode aumentar à medida que as equipes de resgate avançam sobre vilarejos ainda inacessíveis, onde há relatos de famílias inteiras soterradas.
Leia também: “O Juízo Final em Cabul”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 151 da Revista Oeste









































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