A Rússia anunciou o reconhecimento oficial do governo talibã no Afeganistão, na quinta-feira 5, e se tornou o primeiro país a fazê-lo desde que o grupo retomou o controle do país em agosto de 2021.
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A decisão foi tomada pelo presidente Vladimir Putin e comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Grupo radical do Islã, o Talibã é acusado de violações sistemáticas dos direitos humanos, especialmente contra mulheres e minorias, além de abrigar grupos ligados ao terrorismo internacional.
O reconhecimento formal implica na aceitação do governo talibã como interlocutor legítimo nas relações diplomáticas bilaterais, abrindo caminho para negociações em áreas como cooperação econômica, segurança e assistência humanitária.
“O reconhecimento oficial do governo do Emirado Islâmico do Afeganistão, acreditamos, impulsionará o avanço de uma cooperação produtiva entre nossos países em diferentes áreas”, declarou o ministério da Rússia.
O porta-voz do governo talibã qualificou a medida como “corajosa” e “exemplar” para outros países, sinalizando a expectativa de que mais nações adotem postura semelhante.
O ministro das Relações Exteriores afegão, Amir Khan Muttaqi, declarou no X: “Valorizamos esta atitude corajosa da Rússia e, se Deus quiser, ela servirá de exemplo para outros países.”
Rússia quebra isolamento do Talibã
Até então, a comunidade internacional como um todo mantinha relações limitadas com o Talibã, sem reconhecimento diplomático pleno.
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A decisão russa marca uma mudança na política externa e pode influenciar o posicionamento de outros países, especialmente na Ásia Central e no Oriente Médio.
Autoridades russas afirmam que o reconhecimento não representa um apoio irrestrito às políticas internas do Talibã. Mas reflete a necessidade de pragmatismo diante da realidade atual do Afeganistão, que já havia sido invadido por tropas soviéticas em 1979.






































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