Israel prepara uma resposta ao ataque iraniano, segundo fontes afirmaram ao The Jerusalem Post. A intensidade e o momento da respostas ainda estão sendo avaliadas pelo governo israelense. A expectativa é de que a quebra do cessar-fogo por parte de Teerã provoque uma retaliação de grande porte.
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As autoridades de Israel não se surpreenderam com a nova ofensiva iraniana. Eles contavam com essa possibilidade embora acreditassem que o regime recuaria. Por isso, qualquer resposta poderá exigir algumas horas de preparação antes de ser colocada em prática.
Como medida preventiva, Israel mantém restrições à rotina da população até as 20 horas desta segunda-feira, 8. As atividades escolares foram suspensas, eventos públicos passaram a ter limite de participantes e o acesso às praias foi interrompido.
As regras estabelecem teto de 200 pessoas em áreas abertas e 500 em ambientes fechados, desde que haja acesso rápido a abrigos em caso de alerta. Apesar da tensão, uma autoridade norte-americana afirmou ao portal Axios que não espera uma ação militar israelense imediata. “Não acredito que um ataque israelense seja algo iminente”, declarou.
Neste domingo, 7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã para retomar as negociações. “Minha recomendação ao Irã é simples: vocês já dispararam seus mísseis, chega. Voltem às negociações e fechem um acordo”, afirmou à Fox News.
Irã justifica ataque a Israel
Ao Financial Times, ele foi mais enfático. Trump disse que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acabará aceitando um entendimento com o Irã. “Sou eu quem toma as decisões. Todas as decisões”, declarou o presidente americano. “Não é ele quem decide.”
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O impacto da ofensiva iraniana sobre as negociações foi minimizado pelo presidente. “Veremos como tudo termina. Mas esses ataques não produziram resultado algum.” Para ele, a situação é uma repetição da história. “É algo que acontece há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo do critério utilizado para contar essa história.”
A Guarda Revolucionária iraniana classificou a ofensiva contra Israel como um aviso. Segundo a corporação, uma nova escalada poderá atingir todos os interesses israelenses e norte-americanos na região caso ocorram novas ações consideradas hostis por Teerã.
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