Em um momento de expectativas sobre o Prêmio Nobel da Paz, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, surpreendeu ao declarar publicamente apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação no X, o gabinete afirmou: “Deem o Prêmio Nobel da Paz a Trump, ele merece!”.
Familiares dos reféns israelenses mantidos pelo grupo terrorista Hamas também dirigiram petição ao Comitê Nobel, defendendo Trump com o argumento de que ele “trouxe luz em nossos momentos mais sombrios” por meio de seu plano de paz de 20 pontos para Gaza. A divulgação do premiado ocorrerá na sexta-feira 10, às 6h, em Oslo, Noruega.
Nesta quinta-feira, 9, o Hamas declarou o fim da guerra contra Israel. Com a notícia, os criminosos devem libertar, no decorrer dos próximos três dias, os 48 reféns que ainda são mantidos sob cárcere privado na Faixa de Gaza. O acordo de cessar-fogo foi liderado por Trump.
Processo de escolha e critérios do Nobel

O porta-voz do Instituto Nobel, Erik Aasheim, informou que a decisão do prêmio foi tomada antes do recente acordo entre Israel e Hamas, incluindo cessar-fogo e liberação de reféns. O comitê formado por cinco integrantes realizou sua última reunião na segunda-feira 8, dois dias antes da formalização do acordo.
Este ano, 338 indicações, entre pessoas e organizações, compõem a lista de candidatos ao Nobel da Paz, que permanecerá confidencial pelos próximos 50 anos. Membros de gabinetes, parlamentares, ex-laureados, alguns docentes universitários e integrantes do comitê Nobel podem apresentar indicações.
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Durante campanha recente, Trump classificou como “insulto” aos Estados Unidos a hipótese de não ser laureado pelo Nobel, afirmando ter encerrado sete guerras ao longo de seu mandato. Ele defendeu que o reconhecimento já deveria ter ocorrido, referindo-se a si como “pacificador-chefe”.
Trump e as negociações de paz
Trump tentou se apresentar como mediador da guerra na Ucrânia, mas não obteve avanços, mesmo depois de reuniões com Volodymyr Zelensky. Chegou a sugerir que Kiev poderia recuperar territórios perdidos, mudando o tom em relação a Moscou.
O comitê do Nobel afirmou que avalia “o panorama geral” e o impacto real das ações em prol da paz. Em Oslo, os favoritos incluem as Salas de Resposta a Emergências do Sudão e Yulia Navalnaia, viúva de Alexei Navalny. Também são citados António Guterres, o Tribunal Penal Internacional e grupos como Repórteres Sem Fronteiras.






































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