Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) não endosse a ação militar que retirou Nicolás Maduro da Venezuela, o órgão afirma que o ex-ditador cometeu crimes contra a humanidade e não pode ficar impune. A mensagem foi publicada neste sábado, 3, mesmo dia em que o bolivariano foi capturado pelos Estados Unidos.
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O texto é da Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela. Criado pela ONU em 2019, o grupo investiga a conduta de Maduro e de seus subordinados. De acordo com a iniciativa, é necessário garantir a responsabilização do agora ex-ditador “pelas graves violações de direitos humanos e pelos crimes contra a humanidade cometidos por seu governo”.
Os crimes de Nicolás Maduro
Presidente da Missão, a portuguesa Marta Valiñas ressalta a necessidade de manter o foco “nas graves violações de direitos humanos e nos crimes contra a humanidade que foram cometidos contra a população venezuelana”. A Missão de Apuração dos Fatos da ONU documentou amplamente os crimes. A lista inclui “execuções extrajudiciais e outras privações arbitrárias da vida, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados — em sua maioria de curta duração —, tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, assim como violência sexual e de gênero”.
Tras la captura de Nicolás Maduro, la Misión de Determinación de los Hechos sobre #Venezuela subraya la necesidad de garantizar la rendición de cuentas por las graves violaciones de derechos humanos y los crímenes de lesa humanidad cometidos por su gobierno. @UN_HRC pic.twitter.com/ibhh6xBCu8
— Noticias ONU (@NoticiasONU) January 3, 2026
Outro membro da Missão, o canadense Alex Neve, afirma que a “ilegalidade do ataque norte-americano não diminui, de modo algum, a clara responsabilidade das autoridades venezuelanas, incluindo o senhor Maduro, por anos de repressão e violência que constituem crimes contra a humanidade”.
A captura do ex-ditador
Por volta de 2h de sábado (horário local), aeronaves militares norte-americanas chegaram a Caracas, capital da Venezuela. Cerca de duas horas depois, Maduro e a mulher, Cilia Flores, estavam no navio o USS Iwo Jima, da Marinha dos EUA.
De acordo com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, o casal tentou se esconder em uma sala segura. “Eles foram neutralizados em questão de segundos”, disse.






































Caso consumado ! Ação mais legitíma impossível , Sem apelação !