Mediadores das negociações entre Israel e o grupo terrorista Hamas, confirmaram, na tarde desta quarta-feira, 15, o fechamento do acordo para cessar-fogo na Faixa de Gaza. A medida já havia sido adiantado pela imprensa estrangeira mais cedo.
Em coletiva de imprensa, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, informou que a trégua começará oficialmente no próximo domingo, 19. De acordo com ele, a primeira fase vai durar 42 dias.
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O premiê explicou que as partes envolvidas continuarão trabalhando para assegurar a implementação do acordo. “Esperamos que esta seja a última página da guerra”, afirmou ele. O primeiro-ministro do Catar disse acreditar que os dois lados estão comprometidos.
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Em comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o acordo não apenas acabará com as hostilidades em Gaza. Para ele, o acerto também ampliará o fluxo de assistência humanitária na região e garantirá o retorno dos reféns israelenses mantidos pelos terroristas desde 7 de outubro de 2023. Na ocasião, membros do Hamas invadiram o sul israelense e sequestraram, estupraram e assassinaram civis, inclusive crianças — a ação resultou em 1,2 mil mortes.
Biden: acordo se dará em etapas

Biden explicou que, no estágio inicial, as hostilidades serão cessadas e a assistência humanitária na região, ampliada. Durante o período, as duas partes vão negociar a eventual segunda etapa, que traria o fim permanente da guerra. Se as discussões se prolongarem para além desse prazo, a trégua permanecerá em vigor, de acordo com o presidente norte-americano. Na fase três, haveria planos para reconstrução de Gaza, destacou.
O líder da Casa Branca, que deixa o cargo na próxima segunda-feira, 20, acrescentou que os reféns israelenses voltarão para casa em breve. Para ele, o acordo só foi possível porque Israel enfraqueceu a rede de apoio ao Hamas, incluindo o Irã e o também grupo terrorista Hezbollah.
Biden acrescentou que o entendimento foi negociado pelo governo democrata, mas que a implementação será supervisionada pela gestão do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. “O acordo acertado é o mesmo que eu propus em maio”, disse. “Entregamos à nova equipe uma oportunidade para um futuro melhor no Oriente Médio.”
Trump reivindica crédito por cessar-fogo

Trump, por sua vez, reivindicou crédito pelo acordo de cessar-fogo em Gaza. Ele prometeu seguir buscando “a paz pela força”.
“Alcançamos tanto sem nem estar na Casa Branca”, disse o presidente eleito dos EUA. “Imaginem todas as coisas maravilhosas que acontecerão quando eu retornar à Casa Branca”, escreveu em publicação na rede social Truth Social.
O republicano disse que o futuro governo trabalhará estreitamente com Israel e aliados para assegurar que Gaza não se torne mais um foco de terrorismo.
“Este acordo de cessar-fogo épico só poderia ter acontecido como resultado da nossa vitória histórica em novembro”, ressaltou Trump. “Pois sinaliza ao mundo inteiro que meu governo buscaria a paz e negociaria acordos para garantir a segurança de todos os americanos e nossos aliados.”
Leia também: “O ‘crime’ de ser israelense”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 251 da Revista Oeste
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Revista Oeste, com informações da Agência Estado
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