Em carta divulgada nesta sexta-feira, 10, a líder opositora venezuelana María Corina Machado agradeceu a concessão do Prêmio Nobel da Paz, entregue pelo Comitê Norueguês do Nobel “em nome do povo da Venezuela, que tem lutado por sua liberdade com admirável coragem, dignidade, inteligência e amor”. O comitê justificou a escolha “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
No texto, Corina afirmou que os venezuelanos enfrentaram “26 anos de violência e humilhação às mãos de uma tirania obcecada em subjugar os cidadãos e quebrar a alma da nação”. Ela descreveu a repressão estatal como “brutal e sistemática, caracterizada por detenções, torturas, desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais que constituem crimes de lesa-humanidade e terrorismo de Estado”.
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Segundo a opositora da ditadura sob comando de Nicolás Maduro, a resposta popular tem sido “firme e inflexível”. Ela destacou que o país “forjou um movimento cívico formidável, superando as barreiras que o regime construiu para nos dividir, e nos unimos em um anseio poderoso: paz em liberdade”. A líder observou que essa trajetória “teve custos indescritíveis: milhares de vidas perdidas e milhões forçados a deixar sua terra”.
Corina afirmou que o Prêmio Nobel da Paz representa um avanço na luta por uma transição democrática. “Este prêmio é um impulso único que injeta energia e confiança nos venezuelanos, dentro e fora do país, para completar nossa tarefa”, escreveu. Ela classificou a homenagem como “um firme chamado para que a transição à democracia na Venezuela se concretize de imediato”.
María Corina Machado apela por transição democrática imediata
A ativista reiterou que a conquista da liberdade exige “enorme força moral, espiritual e física”. Ela declarou que a “Venezuela será livre, e este feito espalhará coragem e esperança por todas as Américas, porque liberdade, democracia e prosperidade são os pilares que nos unem”.
Na mensagem, Corina também expressou agradecimento aos “genuínos aliados” internacionais que apoiaram a oposição. “Aos povos das Américas e do mundo e a seus valentes líderes que nos respaldam, transmito meu profundo agradecimento desde o fundo do meu coração”, escreveu. “A história da Venezuela escreverá seus nomes de maneira indelével.”
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A carta se encerra com um tom de encorajamento aos cidadãos venezuelanos. “A cada venezuelano: este prêmio é seu”, disse. “É um reconhecimento ao que conseguimos juntos e um lembrete do que ainda falta.” Ela conclui que o país seguirá com “mais força, confiança e fé inquebrantável, porque vamos de mãos dadas com Deus, até o fim”.
O Prêmio Nobel da Paz de 2025 será entregue em 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega, data que marca o aniversário da morte do industrial sueco Alfred Nobel. O prêmio é avaliado em cerca de 11 milhões de coroas suecas, equivalentes a aproximadamente US$ 1,2 milhão.
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