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Maduro recorre à Opep contra avanço militar dos EUA

O regime venezuelano formalizou o pedido de ajuda por meio de uma carta, neste domingo, 30

Nicolás Maduro Cartel de los Soles Venezuela
Maduro destacou que as operações militares colocam em risco a estabilidade da produção venezuelana e do mercado global de energia | Foto: Reprodução/Instagram Nicolás Maduro

Em meio à intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Caribe desde agosto, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, recorreu à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para barrar o que classificou como uma ofensiva norte-americana na região.

O regime venezuelano formalizou o pedido de ajuda por meio de uma carta de Maduro, lida neste domingo, 30, pela vice-presidente Delcy Rodríguez durante uma reunião virtual do comitê ministerial da Opep.

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Maduro argumenta que as manobras dos Estados Unidos, que incluem o envio de navios, caças, milhares de soldados e o maior porta-aviões do mundo, não visam combater o tráfico de drogas, mas sim desestabilizar sua administração.

Segundo o ditador, Washington busca retirar seu governo do poder e assumir o controle das reservas de petróleo do país.

Maduro alega risco à estabilidade da produção venezuelana

Maduro destacou que as operações militares colocam em risco a estabilidade da produção venezuelana e do mercado global de energia.

“Espero contar com os seus melhores esforços para contribuir para deter esta agressão que acontece com cada vez mais força e ameaça seriamente os equilíbrios do mercado energético internacional”, disse Maduro.

Leia também: “In Trump we trust”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 297 da Revista Oeste

A Venezuela, que integra a Opep desde sua fundação em 1960 e possui as maiores reservas comprovadas de petróleo, enfrenta dificuldades para exportar devido a sanções e falhas de infraestrutura.

Neste sábado 29, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o espaço aéreo venezuelano está “fechado em sua totalidade”.

Repercussão internacional

Na semana anterior, autoridades norte-americanas emitiram um alerta em razão do aumento das atividades militares na área, levando seis companhias aéreas a suspender voos de e para a Venezuela.

Neste domingo, 30, a agência russa Pegas Touristik também interrompeu viagens para a ilha de Nueva Esparta, atendendo ao alerta dos EUA.

Desde 2021, a ilha tem recebido milhares de turistas russos, impulsionando sua economia.

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Apesar das restrições, a Venezuela mantém duas rotas para a Rússia, operadas pela estatal Conviasa.

O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (Inac) revogou as licenças de seis companhias: Iberia, TAP, Avianca, a filial colombiana da Latam, GOL e Turkish Airlines.

A ditadura venezuelana acusa as empresas de aderirem “às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos Estados Unidos”.

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3 comentários
  1. Beeckow
    Beeckow

    O fenômeno se chama OCUNEMPISCA.
    E já repararam que os donos de escravos de CUba estão caladinhos? Devem estar sem sono, também.

  2. Durango Kid
    Durango Kid

    “Desestabilizar sua administração”. A cara de pau desse ditador não tem limites, até pq não era nem pra ele estar administrando nada, e sim a Corina Machado e o Urruchia. Dessa vez não vai ter mais conversinha pra se salvar, Maduro vai cair de podre!

  3. Emerson Braga Junior
    Emerson Braga Junior

    Quando o Maduro queria invadir a Goiana, ele podia. Agora é diferente? Seria melhor se entregasse o cargo para o real vencedor das eleições.

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