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Subsídios dos países ricos prejudicam agricultores africanos

Enquanto EUA e China despejam bilhões de dólares em incentivos ao campo, África recebe cada vez menos por aquilo que produz

Os subsídios agrícolas na Europa reduzem os preços globais e prejudicam as exportações de commodities de países africanos como o Mali | Foto: Shutterstock
Os subsídios agrícolas na Europa reduzem os preços globais e prejudicam as exportações de commodities de países africanos como o Mali | Foto: Shutterstock

Enquanto governos e organizações internacionais discutem formas de reduzir a pobreza na África, bilhões de dólares continuam sendo destinados a subsídios agrícolas nos países mais desenvolvidos. Para críticos desse modelo, essas políticas acabam prejudicando justamente os produtores mais pobres do mundo.

A Edição 327 da Revista Oeste analisa os efeitos desse mecanismo sobre economias fortemente dependentes da agricultura, como a do Mali, país da África Ocidental que figura entre os últimos colocados no ranking mundial de desenvolvimento humano e tem cerca de 80% da população dependente da renda gerada no campo.

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Como os agricultores africanos são prejudicados

O artigo destaca o caso do algodão, uma das principais fontes de receita para Benin, Burkina Faso, Chade e Mali — grupo conhecido como Cotton-4. Juntos, esses países respondem por cerca de 3% da produção mundial, mas dependem da commodity para aproximadamente 60% de suas receitas agrícolas.

De acordo com o texto, programas de subsídios adotados por grandes produtores alteram a dinâmica do mercado global ao estimular artificialmente a oferta e pressionar os preços internacionais. Um estudo da Oxfam citado na reportagem estimou que a eliminação dos subsídios norte-americanos ao algodão poderia elevar os preços globais entre 6% e 14%, ampliando a renda dos agricultores da África Ocidental.

Uma criança sobre uma pilha de algodão recém-colhido em Poli, Camarões | Foto: Shutterstock
Uma criança sobre uma pilha de algodão recém-colhido em Poli, Camarões | Foto: Shutterstock

A análise também reúne números sobre os incentivos concedidos por Estados Unidos e China. Na última década, os norte-americanos destinaram mais de US$ 7 bilhões ao setor algodoeiro, enquanto os chineses concederam cerca de US$ 41 bilhões em subsídios, além de manter barreiras que dificultam o acesso de produtores estrangeiros ao mercado local.

Ao examinar os impactos dessas políticas, o artigo levanta uma questão: até que ponto os países mais ricos estão contribuindo para o desenvolvimento africano quando suas próprias medidas econômicas reduzem a competitividade dos produtores do continente?

A íntegra do artigo está disponível na Edição 327 da Revista Oeste (clique aqui para lê-lo).

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