O Exército do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, deu início a uma operação de recrutamento obrigatório de venezuelanos para reforçar a Milícia Nacional.
A medida é uma reação à baixa adesão registrada em diversas partes do país, especialmente depois dos chamados oficiais feitos pelo ditador na tentativa de responder à operação militar dos Estados Unidos no Caribe.
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Apesar das convocações realizadas por Maduro para que a Milícia fosse acionada nos dias 23 e 24 de agosto, a mobilização em Caracas não se repetiu em outras cidades, levando o regime a insistir no alistamento.
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Segundo reportagem do portal argentino Infobae, o recrutamento forçado começou na madrugada desta quinta-feira 28, com circulação de militares em caminhões e caminhonetes para levar jovens das comunidades mineradoras, como La Camorra, próxima a Tumeremo e El Dorado.
Moradores locais relataram que a presença de soldados se intensificou em pontos estratégicos, como o quilômetro zero da estrada para El Dorado.
“Tínhamos uma informação vaga de que o recrutamento começaria às 22h, mas não acreditávamos”, disse uma mulher, cujo marido e filho trabalham nas minas. “Recomendei que ficassem em casa. Só levaram quem estava na rua.”
Recrutamento forçado desafia legislação vigente
A Constituição Bolivariana de 1999 aboliu o chamado “recrutamento”, prática que antes obrigava jovens de 18 a 30 anos ao serviço militar, e proíbe explicitamente o alistamento forçado.
Atualmente, são raros os incentivos para a juventude aderir voluntariamente à Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb), o que teria motivado parte da oficialidade a descumprir a lei para cumprir metas de inscrições determinadas pelo alto comando.
Maduro anunciou em 21 de agosto um processo de alistamento nacional da Milícia, instruindo que as inscrições ocorressem em quartéis, praças públicas, bases populares e unidades militares.
O objetivo seria contrapor a ofensiva dos Estados Unidos, que classificou oito organizações, incluindo o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, como narcoterroristas, e intensificou operações no Mar do Caribe.
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Resistência ao regime de Maduro
Governadores, prefeitos e altos cargos do governo intensificaram as campanhas de alistamento, utilizando a hashtag #YomealistoporVenezuela.
No entanto, a adesão popular segue baixa, e muitos venezuelanos demonstram resistência à convocação para defender o regime.
A fragilidade das instituições venezuelanas, especialmente do Poder Judiciário, deixa sem proteção legal os jovens recrutados à força e suas famílias.
“A quem podemos recorrer, se é a própria autoridade que leva nossos familiares?”, questionou uma moradora da região mineradora ao Infobae.
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Pobres venezuelanos.
Pelo que entendi a Venezuela é mais libertaria e democratica que o Brasil pois não tem alistamento militar OBRIGATORIO e ainda tem impressao do voto da urna pra auditoria, é uma pena que um país com melhor desenvolvimento de leis que o Brasil e com politicos que de fato defendem a autonomia das pessoas tenha sucumbido a um favoritismo politico de um cara que ganhou eleição dizendo que o morto hugo chaves falava com ele atraves de uma pomba! É triste ele e a cupula militar e dos juizes não quererem largar o osso do poder e ter botado inumeros opositores na cadeia, por isso eles merecem ser extirpados de lá!