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Ancelotti diz que Brasil não merecia derrota para Noruega e vê 'novo ciclo'

Treinador explica escolha de Bruno Guimarães para cobrar pênalti e projeta trabalho até a Copa de 2030

O italiano Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo de 2026 | Foto: Ricardo Moraes/Agência Brasil
O italiano Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo de 2026 | Foto: Ricardo Moraes/Agência Brasil

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Eliminado da Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti considerou injusta a derrota do Brasil para a Noruega, destacando o esforço da equipe e as oportunidades criadas, incluindo um pênalti perdido por Bruno Guimarães.

Eliminado da Copa do Mundo depois de perder por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo, 5, em Nova Jersey, o Brasil não merecia a derrota, na avaliação do técnico Carlo Ancelotti. A seleção sofreu dois gols de Erling Haaland e encerrou sua pior campanha em Mundiais desde 1990.

Em entrevista coletiva depois da partida, Ancelotti lamentou o resultado, mas elogiou o comportamento do grupo durante a competição. Segundo ele, a equipe criou oportunidades e fez esforço suficiente para sair de campo com outro resultado.

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“Estamos muito tristes pelo resultado, mas foi uma experiência bonita”, disse o treinador. “Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer que a equipe rival tem jogadores muito bons e que fizeram a diferença.”

O Brasil teve a chance de abrir o placar ainda no primeiro tempo, em uma cobrança de pênalti. Bruno Guimarães bateu, mas o goleiro Nyland defendeu. Depois, a Noruega marcou duas vezes com Haaland no segundo tempo. Neymar fez o gol brasileiro nos acréscimos.

Brasil criou chances, mas não superou a Noruega e caiu nas oitavas da Copa | Foto: Nelson Terme/CBF
Brasil criou chances, mas não superou a Noruega e caiu nas oitavas da Copa | Foto: Nelson Terme/CBF

Durante a partida, a seleção brasileira adotou uma postura mais voltada aos contra-ataques. A Noruega ficou mais tempo com a bola e trocou 581 passes, quase o dobro dos 291 registrados pelo Brasil. Ancelotti afirmou que a estratégia brasileira levou em conta a movimentação do meia Martin Odegaard e o risco de deixar Haaland livre no ataque.

“O jogo de hoje me parecia controlado, tivemos oportunidades”, afirmou. “Era complicado fazer uma pressão alta porque, na Noruega, o Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um.” Ele completou: “Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle, mas o Haaland acabou decidindo.”

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Ancelotti explica escolha de Bruno Guimarães para cobrar pênalti

Ancelotti também justificou a escolha de Guimarães para cobrar o pênalti. Segundo o treinador, a decisão foi baseada em um levantamento estatístico sobre o aproveitamento dos jogadores nas cobranças. “Fizemos uma estatística de um ano”, afirmou. “O melhor era Neymar. Daí Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães […] Pensamos no que era melhor em campo.”

Com a eliminação, o Brasil repetiu sua pior campanha em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final. Apesar da queda, o treinador afirmou que a seleção precisa pensar no próximo ciclo. “Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo”, afirmou. “Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o começo de um novo ciclo.”

Leia também: “Seleção Brasileira: quem viu, viu”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 326 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    O primeiro requisito deveria ser teste de QI para todos os jogadores – não deveriam entrar sem ao menos um resultado de 120 – bando de mercenários burros e sem vontade!

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