O governo da Argentina declarou o Cartel de los Soles como organização terrorista. A decisão foi formalizada por meio de decreto assinado pelos ministérios de Segurança e de Relações Exteriores, e publicada no Diário Oficial argentino nesta quarta-feira, 27. A medida determinou a inclusão do grupo no Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET).
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Segundo o texto oficial, a medida se fundamenta em convenções internacionais ratificadas pela Argentina, como a Convenção Interamericana contra o Terrorismo e a Convenção da ONU contra a Delinquência Organizada Transnacional, além de legislações internas como o Código Penal e a Lei de Segurança Interior.
A resolução destaca que a organização mantém vínculos com o grupo criminoso Tren de Aragua e que suas atividades incluem narcotráfico, mineração ilegal, contrabando de combustível e tráfico de minerais como ouro e coltan. De acordo com o documento, essas ações evidenciam um “entramado de colaboração criminal que amplifica o alcance de suas atividades ilícitas, incluindo financiamento do terrorismo e seu impacto na região”.
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O diretor de Cooperação Internacional do Ministério da Segurança, Alberto Fohrig, explicou publicamente o alcance da decisão. “É uma organização liderada pelos hierarcas venezuelanos, Maduro, Cabello, e outros atores ditatoriais como criminosos”, afirmou. “O que fazem é transportar grandes quantidades desde a Colômbia até outros destinos do mundo. Financia esses hierarcas e expandem as atividades criminosas do regime fora das fronteiras venezuelanas.”
Fohrig também detalhou os efeitos práticos da designação. Segundo ele, quando uma entidade é declarada terrorista na Argentina, seus bens podem ser bloqueados. “Se a mesma tenta fazer lavagem de dinheiro, os bens que contratam podem ficar congelados primeiro e confiscados depois”, explicou. Além disso, “no caso em que haja gente deles na Argentina, podem-se indiciá-los com penas muito maiores que as comuns”.
A resolução enfatiza que a inscrição no RePET não exige sentença penal, mas apenas a verificação de indícios consistentes que permitam adotar medidas preventivas. Dessa forma, a declaração visa a “afetar a operatividade destas organizações e prevenir a comissão de novos atos ilícitos, sem afetar direitos de terceiros nem da sociedade civil em seu conjunto”.
O texto foi assinado pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, e pelo ministro das Relações Exteriores, Gerardo Werthein. A decisão entrou em vigor imediatamente na data de sua publicação.
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Por isso os bandidos jogaram pedras no Milei. São somente bandidos que não concordam com a atuação do presidente Argentino.
VIVA LA LIBERTAD, CARAJO!!!!…