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Eleição no Peru: esquerda pede anulação de votos registrados nos EUA

Partido Juntos por el Perú questiona 647 seções eleitorais em território norte-americano e tenta invalidar urnas em Lima

A candidata conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez | Foto: Reprodução/X
Os questionamentos acontecem em um momento em que Keiko Fujimori continua na dianteira na disputa pela Presidência do Peru | Foto: Reprodução/X

A disputa presidencial no Peru ganhou um novo capítulo com a ofensiva do partido esquerdista Juntos por el Peru contra parte dos votos já contabilizados. Os peruanos aguardam para saber se o próximo presidente será a candidata conservadora Keiko Fujimori ou o candidato da esquerda, Roberto Sánchez.

O Juntos por el Perú, que apoia Sánchez, apresentou pedidos de anulação de centenas de seções eleitorais nos Estados Unidos e de milhares de urnas em Lima, ao alegar irregularidades que teriam favorecido Keiko Fujimori.

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A legenda pede a invalidação de 647 seções eleitorais instaladas nos EUA, o equivalente a cerca de 86% das mesas de votação destinadas aos peruanos residentes no país. A contestação atinge um dos locais onde Fujimori obteve ampla vantagem. Ela recebeu 76% dos votos válidos, contra 23% de Sánchez.

Segundo o recurso apresentado à Justiça Eleitoral, houve suposta interferência de funcionários ligados ao Ministério das Relações Exteriores, orientação irregular de eleitores e falhas nos procedimentos de fusão de mesas. Entre os casos citados, o partido afirma que funcionários consulares em Nova York teriam pedido a representantes eleitorais que assinassem documentos em branco.

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A legenda também aponta supostas irregularidades em cidades da Carolina do Norte e menciona um vídeo gravado em Salt Lake City que mostraria um funcionário eleitoral orientando eleitores a votar em Fujimori.

O documento sustenta que essas ocorrências formariam um padrão de irregularidades capaz de influenciar o resultado da eleição.

Documento oficial que demonstra o pedido da Juntos por el Perú para anular as seções eleitorais localizadas nos Estados Unidos, com uma lista detalhada das seções eleitorais afetadas | Reprodução
Documento oficial que demonstra o pedido da Juntos por el Perú para anular as seções eleitorais localizadas nos Estados Unidos, com uma lista detalhada das seções eleitorais afetadas | Reprodução
Documento oficial que demonstra o pedido da Juntos por el Perú para anular as seções eleitorais localizadas nos Estados Unidos, com uma lista detalhada das seções eleitorais afetadas | Reprodução
Documento oficial que demonstra o pedido da Juntos por el Perú para anular as seções eleitorais localizadas nos Estados Unidos, com uma lista detalhada das seções eleitorais afetadas | Reprodução

Esquerda também contesta urnas em Lima

O Juntos por el Perú também pediu a anulação de 1.751 seções eleitorais na Região Metropolitana de Lima. A legenda argumenta ter identificado padrões considerados anormais na contagem dos votos.

Como exemplo, o partido cita cinco mesas em Lambayeque que registraram exatamente 125 votos para Fujimori. Em Barranco, outras cinco urnas teriam contabilizado precisamente 161 votos cada para a candidata.

Segundo a sigla, essas coincidências poderiam indicar um fenômeno de “clonagem de resultados” ou preenchimento padronizado das atas eleitorais.

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Parte dos pedidos já enfrenta obstáculos. A Junta Eleitoral de Lima Centro 2 declarou inadmissível uma das ações relativas a uma seção eleitoral nos EUA por falta do comprovante de pagamento da taxa exigida para o processo.

Os questionamentos acontecem em um momento em que Keiko Fujimori continua na dianteira na disputa pela Presidência do Peru.

Segundo a apuração oficial do segundo turno, com 98,21% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora somava 50% dos votos válidos, contra 49,99% do esquerdista Roberto Sánchez. A vantagem é inferior a mil votos.

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