Três obras de artistas consagrados — Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse — foram roubadas no último domingo, 22, da Fundação Magnani-Rocca, na região de Parma, na Itália. As informações foram divulgadas pela polícia italiana neste domingo, 29.
As obras levadas são Os Peixes, de Renoir (óleo sobre tela, de 1917), Xícara e Prato de Cerejas, de Cézanne (aquarela de 1890), e Odalisca no Terraço, de Matisse (aquarela em técnica de gravura sobre papel, de 1922). Todas faziam parte da coleção permanente da instituição e estavam expostas na chamada “sala dos franceses”, no 1° andar do casarão.
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Segundo a própria fundação, a ação foi rápida e organizada. O grupo invadiu o local depois de forçar um portão e teria sido registrado por câmeras de segurança com os rostos cobertos. A operação durou menos de três minutos e, de acordo com a instituição, ocorreu “no âmbito de um contexto estruturado e organizado”.
A fundação afirmou ainda que houve uma “evidente divisão funcional planejada das graves condutas ilícitas”, o que revela que cada integrante da quadrilha teria um papel definido na execução do crime. Apesar disso, parte da ação não foi concluída por causa da ativação dos sistemas de proteção e da rápida resposta da segurança interna, da polícia italiana e do instituto de vigilância.

Investigação mobiliza unidade especializada na Itália
As investigações estão em andamento e são conduzidas pela polícia de Parma, com apoio do núcleo de tutela do patrimônio cultural de Bolonha, sob coordenação do Ministério Público italiano. O caso é tratado como um dos roubos de arte mais relevantes ocorridos na Itália nos últimos anos.
A Fundação Magnani-Rocca abriga a coleção reunida pelo crítico, musicólogo e escritor Luigi Magnani. Ao longo da vida, ele reuniu obras de artistas como Tiziano, Dürer, Rubens, Goya, Canova, Monet, Burri e uma coleção significativa de trabalhos de Giorgio Morandi.
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