A saída de Laurence des Cars da direção do Museu do Louvre, em Paris, ocorre em meio a tensões provocadas pelo roubo de joias da coroa avaliadas em 88 milhões de euros, ocorrido no ano passado na Galeria Apolo.
A decisão foi confirmada nesta terça-feira 24, depois de desdobramentos que abalaram a liderança do museu mais visitado do mundo.
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O presidente da França, Emmanuel Macron, aceitou o pedido de demissão e destacou que o gesto representa “um ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de estabilidade e um novo impulso”.
Des Cars já havia apresentado a renúncia à ministra da Cultura, Rachida Dati, logo depois do crime, mas ela recusou o pedido inicialmente.
Mudanças na liderança do Louvre
O Ministério da Cultura francês nomeou Christophe Leribault, historiador de arte e ex-diretor do Palácio de Versalhes, como novo diretor do Louvre nesta quarta-feira, 25.
Em comunicado oficial, a ministra da Cultura expressou confiança no trabalho de Leribault, e ressaltou que ele saberá fortalecer “a relevância internacional” do museu e apostar na modernização, “ao mesmo tempo em que preservará a qualidade das condições de trabalho para sua equipe”.
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Depois do roubo, Des Cars reconheceu falhas graves na proteção do acervo e declarou que a “infraestrutura técnica absolutamente obsoleta e até ausente, para monitorar os tesouros mais valiosos do país”,
O episódio agravou um cenário já marcado por greves de funcionários, que reclamavam de superlotação, redução de pessoal e ambiente de trabalho insatisfatório.
Legado de Laurence des Cars
Em 2024, o Louvre registrou 8,7 milhões de visitantes, sendo os turistas norte-americanos responsáveis por 13% desse total, atrás apenas dos visitantes franceses.
O Eliseu informou que o presidente Macron agradeceu a Des Cars pelo empenho e pela competência nos últimos anos e a designou para colaborar na presidência francesa do G7, com foco na integração entre grandes museus.
Laurence des Cars fez história ao se tornar, em setembro de 2021, a primeira mulher a comandar o Louvre em 230 anos.









































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