O juiz Tony Graf, de Utah, nos Estados Unidos, liberou o acesso ao laudo balístico do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) no caso contra Tyler Robinson. O réu responde pelo assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk. Graf afirmou que determinou a abertura do sigilo do relatório por não identificar informações privadas.
O documento confirma que o fuzil Mauser de Robinson disparou o estojo de munição encontrado. A perícia, porém, não confirmou a compatibilidade de um fragmento de bala com a arma. O projétil atingiu o corpo da vítima e se fragmentou ao bater em ossos.
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Segundo o ATF, o resultado do laudo balístico é “inconclusivo” quando a qualidade ou quantidade de características é insuficiente para identificar ou excluir a arma. Apesar disso, promotores afirmam que testes de DNA ligam Robinson à arma, a uma toalha e a três munições.
A defesa de Robinson tentou bloquear novos testes para garantir que um perito-assistente examinasse as provas primeiro.
Laudo balístico do assassinato de Charlie Kirk
O fragmento analisado pertence ao calibre .30, classe compatível com o fuzil apreendido. Especialistas afirmam que falhas na identificação de projéteis danificados são comuns e não enfraquecem o caso da acusação. O governo pretende realizar novos testes com tecnologia avançada do FBI.

O crime ocorreu em setembro de 2025, na Utah Valley University. Na ocasião, Robinson teria disparado um único tiro do telhado de um prédio em direção ao pátio onde Kirk discursava. A polícia localizou marcas de joelhos e cotovelos no cascalho da cobertura, compatíveis com a posição de um atirador. Investigadores também encontraram o fuzil em uma área de mata próxima ao campus.
Robinson tem audiência marcada para esta sexta-feira, 17. Ele tenta impedir a presença de câmeras de TV nos próximos julgamentos. O réu pode enfrentar a pena de morte se condenado por homicídio agravado.
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