A Justiça da Argentina intensificou as medidas contra Cristina Kirchner e bloqueou 20 imóveis ligados à ex-presidente e a familiares. A determinação integra o processo que já rendeu a ela uma condenação de seis anos ligada a obras rodoviárias no interior. Cristina cumpre prisão domiciliar desde junho.
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A ex-presidente enfrenta novas acusações em Buenos Aires. O tribunal reabriu neste mês o caso das cadernetas que registrariam repasses de dinheiro a integrantes do governo. O material reúne anotações feitas pelo ex-motorista Oscar Centeno, que mencionou trajetos entre empresas e residências de autoridades.
Caso das cadernetas do motorista de Cristina Kirchner volta ao centro do debate
As cadernetas vieram a público em 2018, em reportagem do jornalista Diego Cabot. Segundo a investigação, Centeno descreveu viagens em que transportava valores entregues por empresários. A apuração surgiu a partir de outra ação que envolveu a compra de gás natural. O ex-juiz Claudio Bonadio e o promotor Carlos Stornelli conduziram a etapa inicial do inquérito.
Cristina Kirchner é acusada de comandar uma organização criminosa e de participar de pagamentos ilícitos. Também respondem ao processo o ex-ministro de Obras Públicas Julio De Vido e o ex-funcionário Roberto Baratta. A lei prevê penas que variam de um a dez anos para os crimes investigados. Se houver nova condenação, a líder do Partido Justicialista acumulará a punição ao período já imposto.
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Ex presidente punida com prisão e perda de imóveis, por ter praticado o maior caso de corrupção de seu país, em contrapartida outro ex presidente, responsável pelo maior caso de corrupção do mundo, é premiado com a presidência do país.